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Fatah al-Islam afirma que respeita a trégua proposta pelo exército do Líbano

24/05 - 16:13, atualizada às 16:41 24/05 - Redação com agências

O grupo islâmico Fatah al-Islam, entrincheirado no campo de refugiados palestinos de Nahr al-Bared, no norte do Líbano, afirmou nesta quinta-feira que respeita a trégua proposta pelo Exército do Líbano, que suspendeu a ofensiva que retomara nesta quinta-feira contra o campo de refugiados palestinos de Nahr al-Bared, junto à cidade libanesa de Trípoli, mas se disse determinado a lutar até o fim.

"Respeitamos a trégua, mas não vamos nos entregar. Estamos preparados para lutar até o fim", declarou Abu Salim Taha, porta-voz do grupo, à rede de televisão Al-Jazeera.

"Não podemos abrir mão dos nossos princípios", acrescentou o porta-voz, pouco tempo depois de uma breve troca de tiros entre o exército libanês e militantes do Fatah al-Islam em volta do campo de Nahr al-Bared.

Questionado pela AFP, um porta-voz do exército afirmou que os soldados "responderam a tiros dirigidos contra eles disparados a partir do campo".

Abu Salim criticou o Conselho de Segurança da ONU, que expressou quarta-feira seu apoio ao primeiro-ministro libanês Fouad Siniora em seu combate contra o Fatah al-Islam.

"Não reconhecemos esta organização comandada pelos sionistas e pelos americanos. Vamos ignorar suas resoluções", avisou.

Os 15 membros do Conselho de Segurança condenaram "os ataques de combatentes armados do Fatah al-Islam contra as forças de segurança do exército libanês no norte do Líbano".

Trata-se de "ataques inaceitáveis contra a estabilidade, a segurança e a soberania do Líbano", denunciou a ONU.

Escudos humanos

O exército libanês acusou nesta quinta-feira o grupo Fatah Al-Islam, entrincheirado no campo de refugiados palestinos de Nahr al Bared, no norte do país, de usar os civis como "escudos humanos".

"O Fatah Al-Islam utiliza os civis palestinos como escudos humanos e dispara contra os comboios humanitários, chegando inclusive a se apoderar de ambulâncias", denunciou um comunicado militar.

"A Fatah Al-Islam é responsável por tudo o que aconteceu e pelo que ainda pode acontecer se voltar a atacar nossas posições e se continuar usando civis palestinos como 'escudos humanos'", conclui o texto.

"O exército se compromete a defender a vida dos civis inocentes e a facilitar a evacuação dos feridos através da Cruz Vermelha libanesa e o Crescente Vermelho palestina", garantiu o comunicado.

O número de civis mortos por causa dos três dias de enfrentamentos entre o exército libanês e a Fatah Al-Islam, noticiado por alguns meios de comunicação, foi exagerado, segundo o exército.

De acordo com um balanço militar, "houve apenas um civil morto e outros 19 feridos que foram evacuados pelas organizações de socorro".

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