Bruxelas, 20 mai (EFE).- O alto representante de Política Externa e Segurança da União Européia (UE), Javier Solana, inicia amanhã uma nova viagem pelo Oriente Médio em um momento tenso na região, devido ao aumento da violência entre Israel e palestinos e aos combates entre os dois principais grupos palestinos: o Fatah e o Hamas.
Solana apelará à unidade palestina e à cooperação de Israel em relação ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. A viagem inclui passagens em Israel, Egito, Líbano e nos territórios palestinos.
O lançamento de mísseis Qassam por parte do Hamas a partir de Gaza contra Israel provocou uma forte resposta militar deste país, que declarou estado de exceção nas localidades do sul de seu território próximas à Gaza.
Nessas circunstâncias, Solana insistirá em que, sem paz entre palestinos, "não há possibilidade de trabalhar a fim de criar as condições para um diálogo com Israel", afirmou a porta-voz de Solana, Cristina Gallach.
A porta-voz acrescentou que a mensagem européia a Israel é que deve "comprometer-se" e trabalhar com o Governo da ANP, apesar das dificuldades que este enfrenta agora, que deixaram para trás o efeito positivo da criação de um Executivo palestino de união nacional.
Além disso, a violência dos últimos dias afastou um pouco a atenção da iniciativa de paz da Liga Árabe, que a UE tentou promover com a reunião ministerial conjunta realizada em 14 de maio, em Bruxelas.
Solana iniciará a viagem amanhã por Israel, onde se reunirá com a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni.
Na terça-feira, viajará ao Líbano para se reunir com o primeiro-ministro Fouad Siniora, e depois irá para o Egito, onde se reunirá com o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa.
Solana também se reunirá, na quarta-feira, com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, antes de ir aos territórios palestinos para encontrar o presidente da ANP, Mahmoud Abbas. Em seguida, voltará a Israel para ver o primeiro-ministro, Ehud Olmert.
Quanto ao Líbano, Solana expressará a preocupação européia a respeito do bloqueio político no país, onde está posicionada a força de paz da ONU (Finul), com milhares de soldados dos membros da UE.
A situação no Líbano ficou ainda mais complicada hoje, com conflitos entre as forças de segurança libanesas e milicianos do grupo fundamentalista Fatah al-Islam, na cidade de Trípoli. EFE rcf is/an