16/05 - 14:22 - AFP

O presidente George W. Bush receberá nesta quarta-feira o primeiro-ministro britânico Tony Blair, seu maior aliado no mundo, em sua última visita a Washington antes da saída do governo em junho.
Esta visita de adeus anuncia o fim de uma parceria entre os dois chefes de Estado. Seus dois governos uniram forças após os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington em uma ofensiva contra o terrorismo.
Tony Blair deverá evocar ao lado de Bush os desafios a serem enfrentados por seus aliados no Iraque e no Afeganistão, no Oriente Médio, além da questão nuclear iraniana, do conflito étnico em Darfur e da liberalização mundial do comércio.
Enquanto Blair, 54 anos, se prepara para deixar Downing Street após dez anos no poder, o encontro deverá ser também uma oportunidade para se fazer um balanço dessa parceria entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, que gerou muitas polêmicas em Londres.
"Creio que nosso país será sempre um forte aliado da América, isso nunca foi um problema para mim, e acredito que será um dia sombrio para meu país quando isso se tornar um problema", declarou Blair à rede de TV americana NBC na terça-feira.
"Vou sentir falta dele, é alguém formidável, e o considero um bom amigo", declarou Bush na sexta-feira.
Para especialistas, a sucessão de Tony Blair não deverá pôr fim à relação particular entre Estados Unidos e Reino Unido, mesmo que Gordon Brown, provável próximo primeiro-ministro, tenha poucas chances de atingir o mesmo grau de intimidade com o presidente americano.
"Não estou certo se a continuidade de Blair no poder teria sido melhor para o governo Bush", declarou Peter Beinart, influente comentarista do Council on Foreign Relations de Nova York.
"Brown poderá ser um parceiro bem mais poderoso que Blair para Bush caso, por exemplo, haja uma teste de força com o Irã", assegura Beinart.
bur-jit/dm
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