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Violência em Gaza atinge pior momento desde formação do Governo de união

15/05 - 10:51 - EFE

Gaza, 15 mai (EFE).- Os confrontos entre o Fatah e o Hamas na Faixa de Gaza atingiram hoje seu pior momento desde a formação do Governo de união nacional, com a morte de oito membros das forças de segurança leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

A ofensiva, a mais letal entre as facções desde a formação do Governo de união nacional, em março, frustrou os apelos de Abbas e da comunidade internacional para que a calma fosse alcançada.

A ação das Brigadas de Ezzedeen al-Qassam deixou também 18 feridos, vários em estado grave, segundo fontes do hospital Al-Aqsa, que recebeu algumas das vítimas. Os que ficaram gravemente feridos foram levados para o hospital Shifa, o maior da cidade de Gaza.

A assessoria de imprensa das forças do Fatah informou em comunicado da morte de oito de seus membros enquanto protegiam a base próxima a Karni de militantes do Hamas que tentaram ocupá-la.

"Membros do braço armado do Hamas e das Forças Executivas - um corpo de segurança leal ao movimento islâmico - atacaram a passagem de Karni com morteiros, mísseis e lança-granadas", disse o porta-voz da Guarda Presidencial, o coronel Ali al-Qissi, à televisão palestina.

A versão do Hamas é que todos morreram em um bombardeio do Exército israelense, que negou esta informação.

Há três dias, Fatah e Hamas iniciaram sangrentos confrontos que deixaram 18 mortos e 35 feridos.

"Devemos pôr fim, sem resistência nem atrasos, às lutas civis e ao fantasma de uma batalha interna", afirmou Abbas, em discurso pelo dia da Naqba (catástrofe), no qual os palestinos lembram a perda de suas terras após a primeira guerra árabe-israelense (1948-49).

O primeiro-ministro da ANP, Ismail Haniyeh, do Hamas, se limitou a pedir que todos os palestinos "trabalhem juntos para proteger e fazer com que o Executivo da coalizão triunfe".

Milicianos do Hamas estão lançando ataques com mísseis e fuzis contra partidários do Fatah em Gaza, onde podem ser ouvidos diversos tiroteios, segundo o correspondente na região da rádio pública israelense.

Os dirigentes do Fatah estão pedindo assistência à população para que ajudem os duzentos membros deste corpo de segurança e suas famílias a se defender dos ataques do Hamas, segundo a emissora.

Fontes da segurança palestina negaram as informações de que 450 milicianos do Fatah teriam entrado na Faixa de Gaza vindos do Egito para lutar contra os islamitas.

O hospital Al-Aqsa acrescentou que um dos agentes do corpo de segurança morreu e outros quatro ficaram feridos ao serem baleados por soldados israelenses perto da passagem de Karni.

O porta-voz do Hamas em Gaza, Fawzi Barhoom, disse à agência Efe que um grupo de 17 milicianos do Fatah atacou e matou um membro das Brigadas de Ezzedeen al-Qassam perto deste posto e depois se retirou para a região fronteiriça entre a Faixa de Gaza e Israel.

O Exército israelense, que fechou a passagem que liga Gaza a Israel, disse que os soldados "dispararam contra vários homens armados que se aproximavam da fronteira quando não responderam à ordem de parar" e que "mataram um deles".

Barhoom, ao contrário, acusou o Exército israelense de ter "protegido, usando veículos blindados", a fuga destes membros do Fatah, o que foi negado por um porta-voz militar, que assegurou que "Israel não se intromete em assuntos internos palestinos".

Em outro incidente esta manhã, o dirigente das Brigadas de Ezzedeen al-Qassam Ibrahim Menia morreu quando membros da guarda do presidente palestino abriram fogo contra seu veículo após não obedecer a uma ordem para que parasse, no leste da cidade de Gaza, denunciou o braço armado do Hamas em comunicado.

"Cuidaremos dos assassinos de Menia como agimos com os espiões da ocupação israelense", ameaçaram as brigadas.

Fontes médicas contabilizaram outros cinco palestinos feridos nesta onda de violência, que levou o ministro do Interior, Hani Kawasmi, a apresentar sua renúncia na segunda-feira, depois que milicianos do Hamas e do Fatah romperam um cessar-fogo estipulado na noite anterior com mediação egípcia.

O cargo foi assumido interinamente por Haniyeh. EFE bar-ap pp/dgr




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