11/05 - 08:55 - AFP

Juízes franceses visitaram nesta sexta-feira o escritório do advogado do presidente eleito Nicolas Sarkozy e tentaram revistar a sede de um jornal satírico, dentro da investigação de um antigo escândalo que abalou a classe política do país há um ano.
Os magistrados investigam uma possível "violação do sigilo de instrução", depois da divulgação, por parte do semanário Le Canard Enchainé em 2006, de um documento confidencial que mencionava possíveis contas bancárias do presidente Jacques Chirac no Japão.
A notícia foi publicada em plena crise provocada pelo caso Clearstream.
Entre 2003 e 2004 um juiz francês recebeu listas falsas com os nomes de políticos e empresários acusados de ter contas secretas alimentadas por comissões ilegais recebidas pela venda de uma fragata a Taiwan em 1991.
A lista tinha o nome de Sarkozy, que está convencido de que alguém tentou prejudicá-lo politicamente a poucos meses das eleições.
O chefe de redação do semanário, Claude Angeli, afirmou que os juízes procuravam uma nota redigida pelo mais famoso ex-espião francês, o general Philippe Rondot, que mencionava as contas bancárias.
Chirac sempre negou a existência destas contas.
No mesmo horário, um juiz visitou o escritório do advogado de Sarkozy, Thierry Herzog, para ver se alguns documentos recebidos por fax pela Canard Enchainé teriam partido deste local.
A operação acontece a apenas cinco dias da transferência de poderes entre Chirac e Sarkozy.
bur-bl/fp
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