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Nacionalistas buscam coalizão para governar Escócia

05/05 - 13:40 - EFE

Londres, 5 mai (EFE) - Os nacionalistas de Alex Salmond, que defendem a independência escocesa, começaram hoje a debater suas opções para formar um Governo na Escócia, onde tiveram uma vitória histórica nas eleições autônomas de quinta-feira. Os 47 membros do Partido Nacionalista Escocês (SNP) escolhidos para o Parlamento de Edimburgo reuniram-se hoje pela primeira vez para comemorar o resultado eleitoral e analisar os futuros passos para presidir a Administração escocesa. O líder do SNP, Alex Salmond, afirmou hoje que o novo grupo parlamentar iniciou conversas informais com vistas ao futuro, já que as 47 cadeiras conquistadas nas eleições não são suficientes para governar sozinho a Escócia. Nas eleições do dia 3, o SNP venceu o Partido Trabalhista do primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, e tornou-se a formação com mais assentos no Parlamento, formado por 129 cadeiras. Os trabalhistas ocupam 46 cadeiras, enquanto os conservadores (segunda formação britânica) conquistaram 17, os liberal-democratas (terceiro partido do país), 16, os Verdes, 2, e a outra cadeira ficou com o parlamentar independente Margo McDonald. Este foi um grande revés para os trabalhistas, já que a Escócia era seu reduto histórico, e também porque tinham concedido autonomia aos escoceses - através do plebiscito convocado em 1997 - para acalmar os desejos independentistas. Os partidos na Escócia têm um prazo de 28 dias para decidir suas alianças e formar a nova Admini...

"O povo demonstrou sua opinião, e a posição do país é bastante clara. Todos os políticos devem lembrar as conversas que acabamos de ter com o eleitorado", ressaltou o líder nacionalista.

Entre as opções com as quais o SNP trabalha, uma é formar uma coalizão com os liberal-democratas e os Verdes, que juntos somariam as 65 cadeiras necessárias para liderar o Governo escocês.

Apesar de os Verdes serem favoráveis à política dos nacionalistas de convocar um plebiscito sobre a independência, o Partido Liberal-Democrata não se mostra animado com esta hipótese.

"Está claro que agora temos autoridade moral para formar o novo Governo da Escócia. Haverá um plebiscito sobre a independência, caso haja um Governo do SNP", disse a "número dois" dos nacionalistas, Nicola Sturgeon.

Iain Smith, um dos parlamentares liberal-democratas eleitos na Escócia, afirmou hoje que seu partido considerará todas as opções nas negociações de coalizão.

No entanto, os trabalhistas disseram hoje que o SNP não deve interpretar o resultado eleitoral como um voto pleno a favor da independência da Escócia, já que este partido tem apenas 47 das 129 cadeiras do Parlamento de Edimburgo.

"Reconhecemos que o SNP é o primeiro partido, mas também reconhecemos que tem só 47 das 129 cadeiras, e há uma grande maioria contrária à separação, e nenhum partido tem autoridade moral para governar sem o apoio de outros. Qualquer tentativa de sugerir outra coisa neste momento é prematura", afirmou hoje um porta-voz do Partido Trabalhista.

"Esta eleição demonstra que o povo da Escócia não quer que a separação seja prioritária na Escócia", acrescentou.

Com exceção de política externa, imigração, defesa, previdência social, emprego e segurança nacional, temas que são decididos por Londres, os outros assuntos são incumbência do Parlamento de Edimburgo. EFE vg db/dgr




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