05/05 - 08:40, atualizada às 12:13 05/05 - AFP

A imprensa oficial chinesa deu pouco destaque, neste sábado, ao relatório aprovado na sexta-feira pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O documento faz um chamado à comunidade internacional a fazer esforços para a luta contra o aquecimento global.
Enquanto o "Jornal do Povo" ignorou completamente as conclusões dos especialistas internacionais reunidos em Bangcoc, o "Beijing Youth Daily" relegava a informação à página 10, com uma breve notícia da agência oficial Nova China.
Por sua vez, o diário de língua inglesa "China Daily" levou a questão para sua primeira página e destacou a necessidade de se atuar com urgência para frear as mudanças climáticas.
O relatório de sexta-feira é o terceiro do IPCC, organismo ligado à Organização das Nações Unidas, e elaborou uma série de medidas concretas, em especial para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Além disso, avaliou seu custo como relativamente baixo e advertiu que os próximos 20 ou 30 anos serão cruciais nesta questão.
A China, que depende do carvão em 70% para sua energia, logo superará os Estados Unidos à frente dos países que mais despejam CO2 na atmosfera.
Segundo o protocolo de Kyoto, a China não está obrigada a atuar contra esse tipo de poluição, ao ser considerada um país em desenvolvimento.
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