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EUA suspeitam que Hisbolá e Hamas arrecadem recursos na Tríplice Fronteira

30/04 - 19:34 - EFE

Washington, 30 abr (EFE).- Os Estados Unidos continuam preocupados com a possibilidade de o grupo libanês Hisbolá e a facção palestina Hamas arrecadarem fundos por meio de atividades ilegais na região da Tríplice Fronteira (entre Argentina, Brasil e Paraguai), apesar de não terem evidências disto.

Segundo o relatório anual sobre terrorismo publicado hoje pelo Departamento de Estado americano, o Hisbolá e o Hamas poderiam pedir doações aos extremistas das comunidades muçulmanas existentes em várias regiões dos três países.

No entanto, o documento esclarece que não existem evidências que indiquem que estes ou outros grupos extremistas islâmicos tenham uma presença operacional na região da Tríplice Fronteira.

O Departamento de Estado americano diz no relatório que a Argentina cooperou muito bem com os Estados Unidos em um nível operacional.

No dia 20 de dezembro o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, enviou um projeto de lei antiterrorista ao Congresso que, caso seja aprovado, significaria que tanto os atos de terrorismo como seu financiamento poderiam ser considerados crimes, afirmou.

Além disso, o documento indica que tanto o Governo argentino como o Banco Central se comprometeram a congelar os ativos que estejam investidos em qualquer instituição financeira argentina de qualquer grupo que seja considerado terrorista pelas Nações Unidas.

No caso do Brasil, o relatório afirma que seu Governo condenou de forma vigorosa o terrorismo, mas diz que não deu o apoio político e material necessário para fortalecer a luta interna contra esta praga.

O Governo Lula não apresentou por enquanto nenhuma nova lei antiterrorista e decidiu não estabelecer um regime que torne crime o vínculo ou o apoio a qualquer grupo terrorista, informou o Departamento de Estado americano.

Em relação ao Paraguai, informou que cooperou sempre com os Estados Unidos no campo antiterrorista, mas disse que seu sistema judiciário não dispõe ainda de leis contra a lavagem de dinheiro e as atividades terroristas. EFE icr fal




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