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OEA alerta sobre aumento de coações de Governos americanos à imprensa

25/04 - 20:41 - EFE

Lima, 25 abr (EFE).- Os Governos americanos mostram uma tendência crescente a utilizar métodos de coação à imprensa como conseqüência de sua intolerância às críticas, alertou hoje em Lima o Relator Especial da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, Ignacio Álvarez.

O relator da Organização dos Estados Americanos (OEA) disse que foi observada "em vários países da região uma crescente tendência à intolerância com a crítica por parte de vários Governos", ao citar o relatório anual da CIDH sobre a Liberdade de Expressão 2006, que foi divulgado no começo do mês em Washington.

Álvarez destacou que a intolerância dos Governos americanos se reflete na "utilização recorrente por parte do poder público de métodos mais sutis de coagir a imprensa".

Disse que estes métodos se baseiam na "alocação discriminatória de publicidade oficial e outorga de freqüências de rádio e televisão com o objetivo de castigar, pressionar ou premiar os meios de imprensa", sem dar detalhes.

Também alertou sobre a proliferação de casos de censura prévia, da dificuldade de ter acesso a informações governamentais e dos processos penais contra jornalistas pelos delitos de desacato, difamação, injúria e calúnia.

Álvarez lamentou que "a liberdade de expressão continue apresentando problemas significativos" nos países do continente americano, apesar de que "na atualidade praticamente todos os Governos da região foram escolhidos através de eleições democráticas".

Destacou que a liberdade de expressão é "uma das pedras angulares da democracia" e recomendou aos Governos que "outorguem a devida atenção aos casos de violência e impunidade".

Além disso, o relator da CIDH lembrou que "o ano passado foi um ano especialmente violento na região", já que foram registrados 19 assassinatos a jornalistas no exercício de sua profissão.

Álvarez alertou que o número é "preocupante" porque nos últimos três anos tinha ocorrido uma tendência decrescente neste tipo de crime no continente e porque "a maioria desses assassinatos ficam na impunidade".

Em 2006 também foram registrados mais de 200 casos de agressões físicas e ameaças a jornalistas, segundo a CIDH. EFE ama ma




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