19/04 - 08:14 - Reuters

SEUL (Reuters) - A família do homem que fez o massacre na universidade Virginia Tech deixou a Coréia do Sul há 15 anos com pouco dinheiro e grandes sonhos de uma vida melhor nos Estados Unidos, disse o avô do rapaz a dois jornais. 'Eles foram para os EUA dizendo que queriam criar os filhos como se deve, mas não acho que isso tenha acontecido', disse o avô, que pediu para ser chamado de senhor Kim, em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo diário Hankyoreh.
Cho Seung-Hui, 23, nascido na Coréia do Sul, foi identificado na terça-feira como o atirador que matou 32 estudantes e professores em Virginia Tech.
Kim, 81, que mora na província de Kyonggi, nos arredores de Seul, disse que mantém pouco contato com a filha, a mãe de Cho, desde que a família foi para os EUA.
Os pais de Cho tinham uma loja de livros usados em Seul antes de partirem para os EUA.
'Eles compraram a pequena loja com o dinheiro que meu genro fez na Arábia Saudita antes do casamento', disse Kim.
Mas a imigração não foi fácil. 'Eles subiram no avião sem muito dinheiro.'
Kim disse que parentes do genro convidaram a família a ir para os EUA, onde aparentemente trabalhavam com uma lavanderia.
'Eles achavam que poderiam educar os filhos bem.'
A irmã de Kim disse que se lembra de Seung-Hui como uma criança quieta.
'Ele era um menino bonito, mas não falava. Eu tentava conversar com ele, mas ele não respondia', disse Kim Yang-soon, 84, à Reuters Television.
Nas ocasiões em que o avô Kim falou com a filha, ele ficava animado ao ouvir histórias sobre os netos. A neta graduou-se na Universidade Princeton.
Kim disse que está sentindo dor e angústia por causa do tiroteio.
'Seung-Hui provocava problemas aos pais quando era jovem porque não falava, mas era bem comportado. Não sei como posso compensar a responsabilidade pela criação de filhos de maneira incorreta', disse Kim ao jornal Dong-A Ilbor.
'Não sei como ele pôde fazer isso, já que seus pais foram para um país longe e trabalharam duro.'
(Por Jessica Kim)
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