Jerusalém, 17 abr (EFE).- Liviu Librescu, um reconhecido acadêmico israelense que trabalhava na Universidade Politécnica da Virgínia, tentou impedir o homem que na segunda-feira matou 33 pessoas no centro, mas não conseguiu e acabou sendo morto.
"Ouvi que tentou fechar as portas para impedir o agressor, mas ele atirou", relatou Ayala Librescu, nora do professor, ao jornal "Yedioth Ahronoth".
Segundo Arieh, um dos filhos do acadêmico, o assassino atirou nele "através da porta" quando tentava bloquear o acesso à sala de aula, o que permitiu aos alunos escapar pelas janelas.
"Quando estes viram que ele não saiu pela janela, compreenderam o que tinha acontecido", acrescentou.
Librescu, de 75 anos, lecionava na Faculdade de Engenharia e Mecânica, onde a maioria das vítimas morreu.
Sobrevivente do Holocausto nazista, o acadêmico era natural da Romênia e emigrou a Israel na década de 70, graças à intervenção pessoal do então primeiro-ministro israelense Menachem Begin.
Após dar aulas vários anos em duas universidades israelenses, Librescu foi em 1984 aos Estados Unidos para um ano sabático, mas acabou se radicando no país. "Gostava muito do que fazia, era sua paixão", afirmou sua nora.
A família confirmou que pediram a repatriação do corpo para que possa ser enterrado em Israel.
O presidente da Universidade de Haifa, Aaron Ben Ze'ev, afirmou em comunicado que os incidentes na Virgínia "lembram a importância de educar toda a sociedade na tolerância e na santidade da vida".
Ben Ze'ev enviou uma mensagem de pêsames ao presidente da Universidade Politécnica, Charles Steger, no qual expressou que "os estudantes e acadêmicos da Universidade de Haifa estão horrorizados pelo trágico incidente". EFE elb dgr