17/04 - 14:35 - AFP

Parentes e amigos das vítimas do massacre na Universidade Politécnica de Virgínia tentavam obter nesta terça-feira informações sobre a identidade dos jovens mortos e buscavam consolo com os psicólogos colocados à disposição no campus de Blacksburg.
"Primeiro nos disseram que minha filha estava no hospital, mas quando fomos vê-la, não estava lá e em lugar algum", contou Grafton Peterson, de Centerville (Virgínia), sem notícias de Erin, de 18 anos. "Estou aqui a noite toda e ninguém sabe me dizer nada".
"Não sabemos se ela está morta, viva, ferida. Não sabemos nada", explica, chorando, Mary Peterson, a irmã da aluna desaparecida.
Só algumas vítimas foram identificadas, afirmou Larry Hincker, vice-presidente da Universidade, encarregado das Relações Públicas.
Nas salas do luxuoso prédio de conferências da Universidade, as famílias podem se reunir com psicólogos. Em algumas mesas, o pessoal da Cruz Vermelha distribui folhetos do tipo "Como ajudar um jovem a superar uma perda".
O material explica como consolar os jovens em dificuldades, como ajudá-los a criar "um lugar na memória para os que estão mortos e compartilhar das recordações dos momentos felizes que foram vividos com eles".
Um jovem estudante de origem indiana espera, aos prantos, que seja publicada a lista com os nomes das vítimas.
"Não tenho notícias de minha amiga desde ontem. Ela estava no prédio Norris Hall", diz Sendeep Langar, de 26 anos.
Dave Bhosale, de 25 anos, também da Índia, procura informações sobre um compatriota sobre quem ninguém sabe nada.
Virginia Tech é uma prestigiosa universidade científica e tecnológica. Segundo Hincker, 2.000 dos 26.000 estudantes são estrangeiros em função de programas de intercâmbio.
No abarrotado estacionamento, dois estudantes da Coréia do Sul - o mesmo país de origem do autor da chacina - também procuram notícias de conhecidos, sem que consigam qualquer resposta.
vmt/cn
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