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Estudantes descrevem caos no campus durante massacre

16/04 - 22:17 - Reuters

WASHINGTON (Reuters) - Alunos da Universidade Virginia Tech descreveram o caos no campus devido ao incidente desta segunda-feira e criticaram autoridades por não fecharem a universidade rapidamente após 33 pessoas terem sido mortas por um homem armado. -- Andrew Gisch, estudante do segundo ano, estava ouvindo seu iPod quando ouviu o tiroteio.

'Eu reconheci o som de tiros, mas era, em sua maior parte, confuso ... Eu olhei em volta para outros estudantes no campus, a maioria confusa como eu ... dai todos perceberam imediatamente que o som ouvido era de um tiro e todos começaram a correr. Eu voltei ao dormitório, tranquei a porta e liguei na (emissora) de notícias.'

-- Daniel Smith disse que sabe de tiroteios em outras escolas, mas nunca pensou que isso pudesse acontecer em sua universidade:

'Isso lhe atinge no coração. É mais como um choque para mim porque estou me formando em engenharia e quando a lista (de vítimas) aparecer, sei que vou ver alguns amigos lá e isso me assusta neste momento.'

-- Jason Piatt criticou a maneira como os responsáveis pela universidade reagiram após o primeiro tiroteio.

'Estou muito indignado que alguém tenha morrido em um tiroteio em um dormitório às 7 da manhã e o primeiro email (da universidade) sobre isso não tinha menção sobre o fechamento do campus, nenhuma menção de cancelar as aulas', disse Piatt à CNN.

'Eles apenas mencionaram que estavam investigando o tiroteio', disse ele. 'Isso é muito ridículo. Enquanto isso, enquanto eles mandavam esse email, 21 pessoas morreram'.

-- Matt Waldron, aluno e jogador de futebol americano, disse que uma das muitas ligações de preocupadas que recebeu era do Iraque.

'Ele é um amigo que ligou do Iraque e estava orientando suas preocupações para todo mundo aqui. Ele é um soldado lá, e estava ... se certificando se todos estavam ok', disse Waldron à CNN.

-- Justin Merrifield disse que percebeu quatro carros da polícia e uma garota chorando em frente ao West Ambler Johnston Hall, dormitório onde o primeiro tiroteio ocorreu. Mas ele não percebeu a magnitude da crise até ter chegado às 10 da manhã para sua aula.

'Estávamos dentro da sala de aula, talvez há de cinco a 10 minutos, e nosso professor não apareceu', disse Merrifield, de 21 anos, que está no último ano de ciência animal. 'Alguém apareceu e disse que o lugar estava para ser trancado.'

Alunos foram alertados por anúncios nos alto-falantes do campus, segundo ele.

'Havia uma voz que apenas ficava repetindo, 'Homem armado no campus, fiquem dentro (dos prédios), fiquem longe das janelas', basicamente sem parar', disse o estudante.





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