16/04 - 13:40, atualizada às 19:46 16/04 - Redação com agências
SÃO PAULO - Ao menos 32 pessoas foram mortas e outras 29 ficaram feridas em dois tiroteios quando um atirador, que agia sozinho, abriu fogo na Universidade de Tecnologia da Virgínia, segundo fontes policiais. A polícia disse que um único homem seria o responsável pelo tiroteio e que ele se matou.
A maioria das vítimas foi alvejada em sala de aula”, disse o chefe de polícia Wendell Flinchum, acrescentando que o atirador está morto, sem confirmar sua identidade.
Flinchum também acrescentou que outras pessoas foram mortas ou feridas em diferentes locais do campus incluindo os dormitórios. A universidade Virginia Tech, com 26.000 alunos, está localizada a cerca de 390 km de Washington.
“Hoje a Universidade foi atingida por uma tragédia que consideramos de proporções monumentais”, disse o reitor Charles Steger. “A Universidade está em choque, realmente horrorizada”, completou.
Os tiros na Universidade da Virgínia começaram por volta das 7h15 (hora local), no prédio do alojamento, onde moram cerca 895 estudantes, e continuaram por mais duas horas até o prédio da engenharia. Segundo a agência Associated Press, um estudante teria morrido nos dormitórios e o restante foi alvejado nas classes de aula. Após o tiroteio, todas as entradas foram fechadas e as aulas suspensas.
É o pior incidente deste tipo em uma escola desde o massacre de Columbine, que ocorreu em 20 de abril de 1999, em Littleton, no Colorado. Mascarados e fortemente armados, Dylan Klebold e Eric Harris, de 18 anos, invadiram a Escola Secundária Columbine e abriram fogo contra os colegas.
Doze estudantes e um professor foram executados e mais 23 ficaram feridos. Os estudantes tinham um rifle semi-automático, bombas caseiras e uma pistola. Cercados pela Swat, Klebold e Harris, integrantes de um obscuro grupo chamado Máfia da Capa Preta, se suicidaram. O massacre virou tema do filme "Tiros em Columbine", do cineasta americano Michael Moore.
A razão para o ataque teria sido, supostamente, a exclusão social de ambos os meninos pelos outros estudantes da escola. Eles atiraram em alvos pré-selecionados, como atletas e minorias.
Em universidades, o pior atentado de um franco-atirador nos EUA foi em 1966, quando Charles Whitman escalou 28 andares da torres de um relógio e abriu fogo. Ele matou 16 pessoas até ser atingido por um policial.
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