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Gbagbo da Costa do Marfim nomeia governo com liderança rebelde

07/04 - 16:13 - Reuters

Por Loucoumane Coulibaly e Ange Aboa ABIDJAN (Reuters) - O presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, nomeou o novo governo no sábado, liderado pelo chefe rebelde Guillaume Soro, sob um acordo para unificar os país dividido pela guerra.

As forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) concordaram em iniciar a retirada em meados de abril após o acordo do mês passado entre Gbagbo e Soro para desarmar os combatentes e organizar eleições dentro de 10 meses.

O acordo arquitetado em casa aumenta as esperanças de reconciliação após a guerra civil de 2002-2003 e uma série de acordos apoiados por estrangeiros que terminaram em disputas.

'A missão deste governo é muito clara', disse Sidiki Konate, porta-voz das forças de Soro e ministro do Turismo no novo gabinete. 'O governo tem que resolver a questão da identidade, resolver a questão da reconstrução do exército, resolver a questão da organização das eleições.'

A imigração em massa para a próspera Costa do Marfim desde a independência da França em 1960 exacerbou as divisões étnicas.

O tema polêmico de distribuir documentos de identidade para pessoas que não os têm destruiu o consenso de governos passados para o fim do conflito.

O novo governo inclui seis novas nomeações para ministérios, mas mantém muitas pastas sem mudanças do último gabinete do primeiro-ministro interino Charles Konan Banny. Com três ministros a menos, o número total foi reduzido para 33.

Charles Koffi Diby se tornou o ministro da Economia e Finanças. Banny deixou o cargo em favor de Soro.

O grupo de oposição 'G7' da Costa do Marfim, que incluiu o ex-líder do partido Democrático (PDCI), deu as boas-vindas ao novo gabinete.

'Nós estamos satisfeitos que o governo de transição tenha sido nomeado para trazer paz e reconciliação aos marfinenses', disse o porta-voz do G7 Alphonse Djedje Mady.

Após o acordo de 4 de março, os chefes militares do governo e dos rebeldes concordaram nesta semana em enviar uma força conjunta de 180 combatentes para começar a tomar conta da área patrulhada pelas tropas de paz desde 2003.

Fernand Marcel Amoussou, comandante das forças de paz da ONU na Costa do Marfim, disse na sexta-feira que 7.000 combatentes, apoiados por tropas francesas, começariam a deixar a região em 16 de abril.





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