Jerusalém, 1 abr (EFE).- O presidente israelense, Moshé Katsav, é acusado de um novo caso de violência sexual contra uma ex-funcionária próxima, e com isso já há duas denúncias deste tipo contra ele, informou hoje o escritório do assessor jurídico do Estado, Menachem Mazuz.
A Polícia interrogou Katsav esta semana, depois que uma de suas ex-funcionárias da época em que foi ministro de Turismo (entre 1998 e 1999) apresentou novas provas de que o agora presidente a tinha violentado mais de uma vez.
No caso do novo processo, como nos anteriores por diferentes crimes, entre eles assédio sexual e estupro, o nome da mulher ficará em sigilo.
Até o momento, o expediente e os processos aceitos a trâmite limitavam-se ao caso de quatro mulheres que acusavam Katsav.
O último de seis interrogatórios policiais, desde que Mazuz ordenou a investigação das acusações de várias mulheres - entre elas só de secretárias quando Katsav já era chefe de Estado -, aconteceu há quatro meses.
Mazuz, que autorizou a reabertura da investigação após essa segunda demanda, marcou para 2 de maio a audiência preliminar na qual Katsav deverá comparecer Katsav - embora possa ser representado por seus advogados -, antes de decidir submetê-lo a julgamento ou não.
Katsav, cujo mandato de cinco anos termina em junho, insiste em que é inocente e afirma ser vítima de uma conspiração.
Os advogados do presidente alegaram que a última litigante mudou seu testemunho quatro vezes.
"Trata-se de uma litigante que foi interrogada várias vezes. Em seu primeiro testemunho, não mencionou nenhuma acusação de estupro", disse Avi Libai, advogado de Katsav.
Caso seja levado a julgamento por vários crimes de assédio e abuso sexual contra mulheres de seu ambiente de trabalho, entre eles estupro e também abuso de confiança, intimidação a testemunhas e fraude, Katsav pode ser condenado a 16 anos de prisão. EFE em an