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Prodi diz que confia na cooperação da Justiça brasileira no caso Battisti

26/03 - 16:50 - EFE

São Paulo, 26 mar (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, expressou hoje no Brasil sua confiança na cooperação da Justiça brasileira com a de seu país no caso do foragido italiano Cesare Battisti, detido dia 18 de março, no Rio de Janeiro.

"Espero que a mesma cooperação que recebemos por parte das autoridades brasileiras no trabalho policial, também aconteça no âmbito da Justiça", disse Prodi aos jornalistas na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O primeiro-ministro, que iniciou hoje por São Paulo uma visita oficial ao Brasil, não aprofundou o tema nem mencionou detalhes sobre o pedido de extradição feito ao Brasil.

O presidente do Conselho de Ministros italiano se reuniu em São Paulo com empresários e autoridades locais, onde o principal tema da agenda foi o investimento italiano no setor de biocombustíveis.

Para terça-feira, está prevista uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, onde deve ser oficializada uma série de acordos no setor, e será possível conhecer detalhes sobre a postura oficial brasileira no caso de Battisti.

O ex-extremista de esquerda, de 52 anos, foi detido em uma operação conjunta da Polícia brasileira e da Interpol, obedecendo a uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta ao pedido de captura italiano com fins de extradição.

Em 1990, a Justiça italiana condenou Battisti, à revelia, à cadeia perpétua por quatro homicídios cometidos nos anos 70, quando militava no movimento Proletários Armados para o Comunismo (PAC).

Antes do julgamento, Battisti escapou de uma prisão italiana e se refugiou na França, de onde também fugiu em 2004, diante da ameaça de extradição a seu país de origem.

Depois da captura no Rio de Janeiro, Battisti foi levado para a sede da Polícia Federal em Brasília, onde continua preso enquanto aguarda que a Justiça examine o pedido italiano de extradição. EFE wgm is/ma




 
 

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