Bruxelas, 14 mar (EFE).- O setor privado tem papel fundamental na luta contra a corrupção e a favor da boa gestão nos países do desenvolvimento, ressaltaram dirigentes políticos, organizações internacionais, empresas e a sociedade civil em uma conferência que começou hoje, em Bruxelas.
A conferência internacional, organizada pelo Governo belga, o Banco Mundial e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), pretende pela primera vez analisar o potencial de uma aliança entre doadores, países em desenvolvimento e o setor privado.
"Se quisermos lutar contra a corrupção e promover a boa gestão, precisamos também da cooperação do setor privado", disse o ministro das Relações Exteriores belga e anfitrião da conferência, Karel De Gucht, em entrevista coletiva.
De Gucht disse que o objetivo desta reunião não é redigir uma nova declaração sobre a boa gestão, mas "apresentar idéias concretas e recomendações claras e realizáveis para o futuro".
O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, e o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, coincidiram na entrevista coletiva em que a corrupção é um problema global, pelo qual tanto os países industrializados como os Estados em desenvolvimento são responsáveis.
Também lembraram que a gestão ruim impede o desenvolvimento dos países mais desfavorecidos e é a causa principal para que haja pobreza.
Wolfowitz insistiu em que não se trata de saber se é preciso apoiar ou não as reformas contra a corrupção e a favor da boa gestão, mas de saber como fazer isso.
O presidente do Banco Mundial mostrou-se convencido de que é possível progredir na luta contra a pobreza "se incluirmos e aproveitarmos a energia, o talento e a atitude positiva do setor privado, das maiores até as menores empresas".
Wolfowitz também destacou a importância de que haja recursos disponíveis para os países que mais precisam, ao considerar que, sem esse financiamento, e sempre sob a condição de que seja bem utilizado, seus líderes nunca poderão obter resultados positivos.
Por isso, fez uma chamada aos doadores para que garantam seu apoio, e disse que têm "uma enorme responsabilidade" em países como a República Democrática do Congo, que desde 2002 está em meio a um processo de transição política, e a Libéria, que está em plena fase de reconstrução desde o final da guerra civil, em 2003. EFE kl an