13/03 - 18:41 - AFP

O Equador mergulhou em uma crise institucional nesta terça-feira, com a entrada à força no Parlamento de deputados destituídos por sua oposição a um referendo constitucional, em um dia marcado por confrontos e um balanço de pelo menos seis feridos.
Houve troca de tiros perto de um hotel onde os parlamentares estavam reunidos e dezenas de simpatizantes esperavam pelo término do encontro. Na confusão, duas pessoas foram atingidas nas pernas, e os seguranças dos deputados sacaram suas armas, o que causou pânico. Uma mulher se encontra em estado de choque.
Algumas horas mais cedo, partidários dos parlamentares destituídos e 400 manifestantes favoráveis ao presidente Rafael Correa se enfrentaram, jogando pedras uns nos outros. O embate deixou vários feridos, entre eles dois deputados.
De manhã, uma parte dos 57 deputados afetados, e que contesta a destituição decidida pelo Supremo Tribunal Eleitoral, forçou um cordão de segurança e invadiu o Parlamento. Todos os destituídos pertencem à oposição de direita, majoritária no Congresso.
Confrontos com a polícia fizeram mais dois feridos, entre eles um em estado grave e em circunstâncias não esclarecidas. Hugo Romero, do partido de direita Prian, sofreu um traumatismo na coluna vertebral e teve de ser hospitalizado. Ele diz ter sido agredido pelos policiais, enquanto estes afirmam que ele se feriu saltando no hemiciclo da Casa.
Apesar da invasão dos parlamentares, o Congresso, paralisado pela crise atual, não pôde se reunir em plenária devido à falta de quórum.
Do lado de fora do prédio, as TVs equatorianas mostravam o confronto entre outros deputados destituídos, decididos a invadir o Congresso, e a polícia, que fez amplo uso de bombas de gás lacrimogêneo. Com o olho coberto, o vice-presidente do Congresso, Edison Chavez, parlamentar destituído e ferido, também denunciou ter sido agredido pelos policiais.
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