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Bush chega a Bogotá para visita de quase sete horas

11/03 - 14:01, atualizada às 20:11 13/11 - Redação com agências internacionais

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou hoje a Bogotá para uma visita de quase sete horas, a segunda que faz à Colômbia nos seis anos que está na Casa Branca.

 

O avião presidencial aterrissou às 11h50 (13h50 de Brasília), no Comando Aéreo de Transporte Militar (Catam), base aérea localizada ao lado do Aeroporto Internacional Eldorado.

Bush se encontrará com o presidente conservador, Alvaro Uribe, no país que é um dos maiores receptores de ajuda norte-americana, no meio da viagem de uma semana em que passa por cinco países.

Preocupado com a crescente influência anti-EUA do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, Bush tenta melhorar as relações com líderes de direita e da esquerda moderada na América Latina, onde a guerra no Iraque e as políticas de comércio e imigração tornaram-no profundamente impopular.

Apesar de Bush já ter estado na Colômbia, ele será o primeiro chefe do Executivo dos EUA a visitar a capital do país desde 1982, em decisão que visa ressaltar as melhorias de segurança no governo de Uribe, o líder mais próximo dos EUA na região.

Mas a Casa Branca não está tão confiante a ponto de deixar Bush passar a noite lá. O chefe da polícia nacional advertiu para o perigo de ataques de rebeldes esquerdistas durante a viagem e foi montado um enorme esquema de segurança para a visita.

Bush passará a maior parte do tempo no Palácio Narino, em Bogotá, que é um dos locais mais vigiados da Colômbia.

"O presidente quer encontrar-se com o presidente Uribe para demonstrar o apoio dos EUA à Colômbia", disse Gordon Johndroe, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca.

Mas um escândalo ligando aliados de Uribe a gangues paramilitares de direita levou alguns democratas a questionarem o pedido da Casa Branca de 3,9 bilhões de dólares para mais ajuda à Colômbia nos próximos sete anos, além da validade do acordo de comércio com o país.

Vizinho de Chávez

A visita a Bogotá colocará Bush ao lado do país de Chávez, mas o presidente venezuelano não estará em casa. O populista está fazendo uma viagem pela região para desafiar Bush e chamou o presidente norte-americano de hipócrita e imperialista.

Bush recusou-se a mencionar Chávez pelo nome nas passagens pelo Brasil e pelo Uruguai, onde aproximou-se de líderes esquerdistas orientados para o mercado, que ele espera que balanceiem o poder de Chávez e sua busca por uma revolução socialista na região.

"Vim para a América do Sul e para a América Central para avançar uma diplomacia positiva e construtiva... em defesa do povo americano". disse Bush no Uruguai no sábado.

Bush está divulgando uma mensagem mais leve, de alívio da pobreza na região onde o avanço da democracia pouco fez para diminuir as diferenças entre ricos e pobres.

Em reflexo do ceticismo sobre a transformação de Bush, a viagem disparou protestos. Seu comboio passou por manifestantes com bandeiras que diziam "Bush assassino" e "Bush genocida" na noite de sábado na capital uruguaia.

Chávez, que passa o segunda dia na Bolívia antes de partir para a Nicarágua na noite deste domingo, quando Bush irá para a vizinha Guatemala, culpa as políticas dos EUA pela pobreza.

Na Colômbia, Bush deverá concentrar-se na luta de Uribe contra a mais antiga guerrilha da América Latina e contra o comércio de cocaína.

Bogotá recebeu mais de 4 bilhões de dólares em ajuda dos EUA desde 2000, principalmente militar e antinarcóticos.

Bush deverá tentar também reassegurar Uribe sobre o acordo de livre-comércio assinado no ano passado. Os democratas que agora controlam o Congresso dos EUA exigiram mudanças.

Depois da Colômbia, Bush viaja para Guatemala e México, dois países que também são governados pela direita, em contraste com a tendência na América Latina.





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