Washington, 1 mar (EFE).- O presidente americano, George W.
Bush, reconheceu hoje na sua visita à região arrasada pelo furacão "Katrina" em 2005, que o Governo federal não se movimentou rápido o suficiente para ajudar os habitantes da área afetada.
"Entendo que há frustrações e quero conhecê-las e até onde pudermos, ajudaremos", disse Bush, quem na sua visita pela região incluiu um almoço de trabalho com o prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin.
"Uma das coisas que se ouve alto e claro é que há frustração com a resposta governamental", admitiu o presidente americano.
O líder também reconheceu que a tempestade foi tão devastadora que ainda "temos que ficar concentrados na tarefa de reconstrução", disse Bush, admitindo que a vida dos habitantes da área está melhorando "e há esperança".
No entanto, o Instituto de Estudos Sulinos indicou em uma análise que a região do Golfo do México ainda vive imersa em uma crise, como mostra o fato de que a metade das escolas de Nova Orleans ainda continuam fechadas.
Além disso, o estudo assinala que a recuperação da região ficou estagnada devido a uma carência de imóveis, postos de trabalho e necessidades básicas.
Para reforçar as palavras de Bush, o coordenador para a recuperação no Golfo do México, Don Powell, indicou que é necessário ver em perspectiva o tamanho do furacão e dos danos causados pelo mesmo.
"Eu acho (por isso) que houve um bom avanço (na melhora da situação)", indicou Powell, lembrando que dos US$ 110 bilhões concedidos em ajuda humanitária, US$ 86 bilhões foram destinados a diferentes projetos.
Com a visita de Bush, os democratas o pressionaram para que aprove uma medida pela qual a ajuda federal seja igualada à estadual.
A senadora democrata Mary Landrieu insistiu em que essa desigualdade desacelera o processo de reconstrução e ressaltou que para o presidente basta uma assinatura para aprovar a medida. EFE co ma