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Casa Branca minimiza atentado contra base onde estava Dick Cheney

27/02 - 17:39 - EFE

Washington, 27 fev (EFE).- A Casa Branca minimizou hoje a importância do atentado perpetrado hoje contra uma base militar dos Estados Unidos no Afeganistão na qual se encontrava o vice-presidente Dick Cheney.

De acordo com a Administração Bush, o episódio desta terça-feira não passou de "um ataque isolado".

Cerca de 15 pessoas morreram em um atentado suicida contra a base aérea de Bagram, nos arredores de Cabul, entre elas um americano e um soldado sul-coreano.

Os talibãs assumiram a autoria do ataque e disseram que o alvo do ato terrorista era Cheney.

Segundo o porta-voz da Casa Branca Tony Snow, até o momento não estão claros os detalhes do ataque nem como foi possível o autor do atentado se aproximar da base.

"Neste momento, o que aconteceu ainda está sendo investigado.

Portanto, não temos respostas firmes", disse Snow.

O funcionário, no entanto, frisou que o incidente não significa que a resistência talibã se fortaleceu nos últimos meses.

É "um ataque isolado", afirmou Snow, que acrescentou: "Como já dissemos várias vezes sobre atentados terroristas, é muito difícil deter um indivíduo que quer se matar ou cometer um ato de violência".

"Não estou certo de que seja possível tirar maiores conclusões sobre uma organização baseando-se em um incidente como este", acrescentou o porta-voz.

A primeira reação do presidente George W. Bush após saber do ocorrido foi perguntar como estava seu vice, afirmou Snow.

Em declarações aos jornalistas americanos que o acompanham na viagem, Cheney disse que no momento do atentado ouviu "uma forte explosão" "O serviço secreto veio e disse que tinha havido um ataque na porta principal".

Segundo o vice-presidente, com o ataque, os talibãs "estavam tentando encontrar um meio de pôr em interdição a autoridade do Governo central".

"Suponho que um ataque suicida em Bagram seja uma maneira de fazer isso, mas não deveria modificar nosso comportamento em absoluto".

O vice-presidente deve voltar hoje para Washington e se reunir amanhã mesmo com Bush, a quem dará detalhes do atentado e das visitas que também fez a Austrália, Japão e Paquistão.

Nas duas últimas paradas da viagem, Cheney tinha como objetivo expressar aos presidentes do Paquistão, Pervez Musharraf, e do Afeganistão, Hamid Karzai, a preocupação dos EUA com a recuperação dos talibãs na fronteira entre ambos os países e a possibilidade de uma ofensiva deste movimento nos próximos meses. EFE mv sc




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