24/02 - 19:50 - Reuters

BAGDÁ - A explosão de um caminhão de combustível, com bombas acopladas, matou 40 pessoas perto de uma mesquita sunita no oeste do Iraque neste sábado. No dia anterior, o imã da mesquita havia criticado militantes da Al-Qaeda, segundo policiais e moradores.
A explosão ocorreu num mercado da cidade de Habaniya, na província de Anbar, onde forças norte-americanas combatem grupos insurgentes sunitas, incluindo a Al-Qaeda.
A polícia local afirmou acreditar que a mesquita era o alvo. De acordo com os policiais, o mercado foi destruído e 64 pessoas ficaram feridas. Entre os mortos, mulheres e crianças.
Em Bagdá, mais de 20 explosões em rápida sequência atingiram um distrito no sul da capital, após o anoitecer.
O Exército norte-americano declarou que a causa das explosões foi 'fogo indireto'. O brigadeiro Qassim Moussawi, porta-voz das forças iraquianas na capital, afirmou que as explosões resultaram de uma importante operação conjunta com os Estados Unidos em Bagdá.
Em Habaniya, moradores disseram que o imã da mesquita criticara a Al-Qaeda durante as orações de sexta-feira. Alguns líderes tribais sunitas em Anbar lideram uma campanha para resistir à Al-Qaeda, que tem a província como um reduto.
O ataque deste sábado sinaliza que a disputa de poder na região poderá se intensificar. Reforços norte-americanos devem ser logo enviados para a área.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, está mandando 21,5 mil homens para o Iraque. O objetivo é conter a violência entre iraquianos, que ameaça levar o país a uma guerra civil.
A maioria dessas tropas extras se dirige para a capital, Bagdá, mas 4.000 irão para Anbar.
Habaniya está a 85 km de Bagdá. Depois das explosões, os Estados Unidos impuseram toque de recolher na área.
Mais cedo, insurgentes atacaram um posto de controle policial iraquiano perto do aeroporto de Bagdá. Oito policiais morreram.
O premiê do país, Nuri al-Maliki, expressou otimismo com o plano de segurança conjunto com os Estados Unidos. Segundo ele, desde que a operação começou, há dez dias, 400 suspeitos militantes já foram mortos.
(Colaboraram Ross Colvin, Mussab Al-Khairalla e Dean Yates)
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