Londres, 23 fev (EFE).- O número de pessoas que morrem anualmente no Reino Unido em conseqüência do consumo de bebidas alcoólicas duplicou nos últimos quatorze anos, passando de 4.
144, em 1991, para 8.386 em 2005.
Desse total, 5.566 eram homens e 2.820 mulheres, segundo dados do Escritório Nacional de Estatística do Reino Unido.
No entanto, algumas organizações britânicas asseguram que esses números são maiores, e superam os 22 mil por ano.
O número de mulheres com idades compreendidas entre 35 e 54 anos, que faleceram por causas relacionadas com o álcool, duplicou desde 1991, indo de 512 para 1.171, em 2004.
Nesse grupo de idade, os homens protagonizaram mais de dois terços do total de mortes, com um aumento de 148%, desde 1991.
Também aumentou, em 20%, o número de menores de dezoito anos que tiveram que ser atendidos em conseqüência de coma alcoólico.
O novo presidente do colégio de médicos do Reino Unido, Ian Gilmore, pediu hoje a proibição da publicidade de bebidas alcoólicas.
Gilmore assinalou que a proibição deveria incluir também o patrocínio de eventos esportivos por empresas do setor, e chamou os supermercados de "irresponsáveis", por oferecer bebidas alcoólicas a um preço baixo, para atrair clientes.
Segundo o jornal "Evening Standard", as despesas em publicidade e patrocínios relacionados com o álcool no país foram de cerca de £ 800 milhões em 2004.
A proibição do patrocínio de eventos esportivos afetaria empresas como Carlsberg , Stella Artois e Heineken, entre outras.
O Governo Britânico investe £ 20 bilhões anuais em medidas para reduzir o consumo de álcool, ao tempo que as entradas em hospitais por doenças de fígado superam em 21 mil as de dez anos atrás. EFE lj gs