Bruxelas, 23 fev (EFE).- A Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) exigiu hoje a todas as partes envolvidas no conflito na região sudanesa de Darfur que respeitem o direito internacional humanitário e permitam que os voluntários exerçam em total segurança suas missões de assistência e proteção de cidadãos.
O comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária europeu, Louis Michel, se mostrou muito preocupado com a contínua violência contra a população civil e a piora das condições de segurança para as organizações humanitárias, informou a CE em comunicado.
Apesar da assinatura de um acordo de paz em maio de 2006, a freqüência e a gravidade dos incidentes violentos contra as agências humanitárias aumentou, por isso o acesso das organizações às pessoas vulneráveis diminuiu e seu trabalho se tornou cada vez mais difícil e arriscado.
Várias organizações humanitárias, inclusive, puseram em dúvida a continuidade de sua presença na região, lembrou a CE.
Por isso, Michel advertiu hoje que "uma redução da presença das organizações humanitárias em Darfur teria um efeito imediato para as vítimas deste conflito, concretamente para 2 milhões de pessoas deslocadas na região".
Michel também pediu às autoridades sudanesas que respeitem seu acordo com a ONU sobre questões humanitárias, firmado em 2004 e recentemente renovado. Além disso, solicitou que tornem mais fáceis os procedimentos administrativos para as organizações humanitárias.
O conflito entre grupos rebeldes africanos e milícias árabes, apoiadas pelo Governo sudanês, deixou desde 2003 mais de 200 mil mortos e 2 milhões de refugiados em Darfur, onde as forças posicionadas pela União Africana não conseguiram frear a violência desde seu posicionamento em 2004. EFE kl af