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Ministro italiano diz que rede terrorista desarticulada não era grande

14/02 - 13:00 - EFE

Roma, 14 fev (EFE) - O ministro do Interior italiano, Giuliano Amato, afirmou hoje que a suposta rede terrorista desarticulada na segunda-feira e ligada às Novas Brigadas Vermelhas "não era muito grande", mas acredita que a vigilância deve continuar. Amato fez estas declarações em um comparecimento hoje no Parlamento, dois dias após uma operação antiterrorista que deteve 15 pessoas em várias cidades do norte da Itália. Os quinze detidos estariam ligados ao grupo terrorista Novas Brigadas Vermelhas.

Na Câmara dos Deputados, Amato revelou novos detalhes e confirmou os já divulgados. Segundo o ministro italiano, as investigações teriam começado há cerca de dois anos.

Amato disse que o grupo seria formado por uma série de pessoas vinculadas à Segunda Posição, movimento ligado às Brigadas Vermelhas. O grupo "lutaria contra o Estado italiano", disse o ministro, retomando as palavras da Procuradoria.

"É uma rede não muito grande, mas que devemos levar em consideração", afirmou Amato, aproveitando a ocasião para "agradecer a magistratura e as forças de segurança" por seu trabalho e pedir que continuem as investigações.

Segundo Amato, destas averiguações "surgiram contatos entre o grupo e o crime organizado" fora da Itália.

Estes contatos teriam sido mantidos por dois dos detidos, Salvatore Scivoli e Bruno Ghirardi, que tentaram conseguir "provisão logística para o grupo", como metralhadoras e explosivos.

Bruno Ghirardi, que hoje estará à disposição da Justiça para ser interrogado, é considerado pela Procuradoria "o organizador" do grupo.

De acordo com Amato, apesar de a rede não ser muito grande, é preciso ter cautela, pois "há algo que se agita" em torno dela e "dos que queriam ser protagonistas de ações armadas".

O ministro italiano acrescentou que a célula agora desmantelada "estava menos isolada" que aquelas que assassinaram os conselheiros do Ministério do Trabalho Massimo D'Antona, morto em 20 de maio de 1999, e Marco Biagi, que morreu em 19 de março de 2004, últimas ações terroristas assumidas pelas Novas Brigadas Vermelhas.

Além disso, Amato disse que, com a informação que dispõe, não pode esclarecer se a presença na rede de membros do sindicato esquerdista CGIL, o mais importante do país, deve-se a uma tentativa de infiltração por parte do grupo ou a uma adesão dos supostos terroristas à central sindical.

Entre as ações que a rede tentaria realizar, Amato considerou alguns objetivos reais, enquanto outros seriam "puramente hipotéticos".

Entre os reais estariam atentados com bombas incendiárias contra a redação do jornal de extrema-direita "Libero" e contra a casa de Pietro Ichino, economista e editor do "Corriere della Sera".

Já entre os hipotéticos estariam ataques à casa do atual chefe da oposição e magnata da televisão privada, Silvio Berlusconi.

Pouco antes do comparecimento do ministro, a Polícia deteve quatro pessoas por apologia ao terrorismo. Elas teriam demonstrado sua "solidariedade" aos 15 detidos na segunda-feira. Os quatro foram detidos na localidade de Sesto San Giovanni (norte).

Hoje, uma bomba incendiária explodiu na porta da casa do chefe da Polícia antiterrorista de Pádua, Lucio Pifferi, em uma ação que as autoridades acreditam estar relacionada com a operação antiterrorista.

No entanto, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado desta quarta-feira, que não deixou feridos. EFE alg db/dgr




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