13/02 - 08:09, atualizada às 09:09 13/02 - Redação com agências internacionais
Explosões de bombas em dois ônibus em uma região cristã do Líbano mataram nesta terça-feira pelo menos três pessoas e deixaram cerca de 17 feridos, um dia antes do aniversário do assassinato do ex-premiê Rafik al-Hariri.
Fontes de segurança tinham dito anteriormente que o número de mortos era de 9. Um porta-voz da polícia disse que o número de três mortos é preliminar e pode aumentar.
Fontes do governo disseram que a maioria das vítimas estava em ônibus públicos que levavam pessoas para trabalhar em Beirute, a partir da região de Bikfaya, cidade natal do ex-presidente Amin Gemayel, cujo filho foi assassinado a tiros em novembro.
Fontes de segurança disseram que as explosões destruíram os ônibus e outros veículos em uma estrada na montanha a cerca de 24 quilômetros a nordeste de Beirute e mataram 11 pessoas.
Havia poças de sangue ao lado de um microônibus que teve o teto destruído.
Havia também partes de corpos espalhadas até 50 metros do local da explosão. Quando a primeira bomba explodiu, o motorista do segundo ônibus parou e saiu. Seu veículo explodiu em seguida, disseram fontes de segurança.
O motorista do primeiro ônibus morreu. O do segundo ficou ferido, acrescentaram as fontes.
Tensão cresce
A tensão vem aumentando no Líbano desde o mês passado, quando simpatizantes e oponentes do governo apoiado pelo Ocidente enfrentaram-se nas ruas, deixando nove mortos.
Grupos pró-governo planejaram uma missa pública em memória de Hariri na Praça do Mártires, em Beirute, na quarta-feira, apesar do temor de atrito com simpatizantes da oposição que estão acampados perto do local desde 1 de dezembro, como parte de uma campanha para derrubar o gabinete anti-Síria.
O ministro do Interior do Líbano, Hassan al-Sabaa, disse que informações iniciais indicam que as bombas explodiram dentro dos microônibus.
Uma fonte do governo disse que não foi descartada a possibilidade de uso de homens-bomba e investigadores estão no local, que foi isolado por policiais e soldados.
São os primeiros ataques desde o assassinato de Gemayel, ministro da indústria do governo de Fouad Siniora, que há meses trava uma luta de poder com a oposição liderada pelo grupo islâmico Hizbollah.
Foram registrados 15 ataques contra políticos, jornalistas e locais públicos no Líbano desde a morte de Hariri, em 14 de fevereiro de 2005. Muitos libaneses atribuem os ataques à Síria, que nega participação. Uma investigação da ONU ainda não apresentou suas conclusões.
'É um ato terrorista de um novo tipo, com objetivo de manchar o segundo aniversário do assassinato do mártir Hariri', disse o parlamentar anti-Síria Samir Franjieh.
Karim Pakradouni, líder do Partido Falangista, de Gemayel, disse que é hora de os libaneses se unirem.
'A maldição sobre o Líbano ainda não terminou. Mensagens políticas no mundo são transmitidas verbalmente, ou por escrito. No Líbano, são escritas com sangue', disse ele.
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