Rio de Janeiro, 11 fev (EFE) - A Polícia deteve hoje Carlos Eduardo Toledo de Lima, de 23 anos, o suposto líder de um grupo acusado de ter matado João Hélio Fernandes, de seis anos, que foi arrastado por sete quilômetros pelas ruas do Rio de Janeiro após ficar preso pelo cinto de segurança de um veículo roubado. Carlos Eduardo estava em liberdade condicional após ter sido condenado por roubo de veículos. O jovem se entregou e foi levado à 30ª DP (Marechal Hermes), onde foi imediatamente conduzido a uma cela, segundo fontes oficiais.
O acusado é o quinto dos supostos assaltantes detidos por um crime que comoveu o Brasil e gerou intensas polêmicas sobre a redução da maioridade penal. Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou sobre o assunto, qualificando o crime de "bárbaro".
Carlos Eduardo seria o chefe da quadrilha de assaltantes responsável pelo crime e é considerado o mais perigoso do grupo.
Seus supostos cúmplices teriam sido ameaçados de morte para não denunciar o bandido.
João Hélio Fernandes morreu vítima de fraturas múltiplas e ferimentos. O assalto ocorreu na quarta-feira em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio.
Os assaltantes roubaram o carro em que estava a mãe e a irmã da criança, que conseguiram fugir. No entanto, não conseguiram retirar do veículo o menino, que ficou preso pelo cinto de segurança.
Em seguida, os bandidos arrancaram em alta velocidade, arrastando o corpo de João Hélio, que ficou completamente desfigurado.
Os ladrões pararam apenas 15 minutos depois, após terem percorrido cerca de sete quilômetros, quando entraram em uma rua sem saída. Foram, então, forçados a abandonar o carro e a continuar sua fuga a pé.
Poucas horas depois do crime, a Polícia deteve três dos acusados.
Um deles confessou sua participação na ação e alegou não ter percebido que o menor estava preso no carro.
No entanto, a versão foi desmentida por várias testemunhas que disseram ter alertado o motorista do veículo roubado de que estava arrastando uma pessoa.
Os cinco detidos são acusados de integrar uma quadrilha de assaltantes de automóveis que atua na zona norte da cidade.
Segundo a Polícia, os cinco foram até o lugar do assalto em um táxi dirigido por um deles, e três deles abordaram o veículo roubado no qual arrastaram o menor. EFE cm db/ma