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Candidata socialista ao Governo Francês tenta retomar campanha

22/01 - 19:39 - EFE

Paris, 22 jan (EFE).- A candidata do Partido Socialista (PS) ao Governo da França, Ségolène Royal, tentou hoje retomar sua campanha, após sua queda nas pesquisas de intenção de voto frente a seu oponente da direita, Nicolas Sarkozy, contra quem declarou iniciada a "batalha".

"Dou o tiro de largada desta batalha que quero ganhar com todos vocês, todos os que consideram que já é hora de acabar com este esbanjamento, esta brutalidade, esta violência e este liberalismo", declarou Royal.

Após denunciar as propostas econômicas e fiscais do candidato do conservador e governante União por um Movimento Popular (UMP), Royal prometeu que, caso seja eleita, será "a presidente de todas e todos os que até agora não tiveram voz".

A três meses do primeiro turno das eleições presidenciais, a líder do PS aproveitou a abertura ao público da sede do partido, transformada em quartel-general de campanha, para declarar iniciada a "batalha" e defender seu método de campanha, que suscitou críticas internas no PS.

A presidenciável anunciou também a "aceleração" dos "debates participativos em todo o país".

Com 5 mil debates participativos programados, dos quais 2 mil já aconteceram, Royal fará o balanço no dia 3 de fevereiro, antes de realizar uma viagem de uma semana por todas as regiões da França.

Anunciou ainda que tornará público seu "projeto presidencial", nos dias 10 e 11 de fevereiro.

É uma aceleração do calendário: até agora sua equipe de campanha dizia que o programa presidencial de Royal seria divulgado no final de fevereiro ou no início de março.

Depois das turbulências dos últimos dias, como a suspensão, por um mês, de um de seus porta-vozes, que disse brincando que o único defeito de Royal é seu companheiro, François Hollande, que também é líder do PS, o ato de hoje uniu os dois diante de militantes e jornalistas.

Era uma forma de tentar suavizar os comentários sobre os desacordos entre a candidata e o líder do PS.

O PS também se esforçou para dar a impressão de ser uma família unida, após as críticas internas ao estilo de campanha de Royal, que nos últimos dias multiplicou os discursos midiáticos para fazer frente à poderosa "máquina" de Sarkozy.

Além do ex-ministro Jean-Pierre Chevenement, estava presente o ex-titular de Finanças Dominique Strauss-Kahn, que foi derrotado por Royal nas primárias. O outro derrotado, Laurent Fabius, não foi ao ato, mas mandou um representante.

Enquanto isso, a decisão do militante ecologista e apresentador de televisão Nicolas Hulot, de não concorrer nas eleições presidenciais, suscitou alívio entre as fileiras dos candidatos, especialmente dos de esquerda, que poderiam perder votos para Hulot.

O ecologista anunciou hoje que não se candidataria porque, entre outros motivos, tinha prometido aos candidatos que não o faria se estes apoiassem seu "pacto" ecológico, o que foi feito pelos principais aspirantes, inclusive por Royal e Sarkozy.

A renúncia de Hulot deixa à candidata do Partido Verde, Dominique Voynet, como a mais capaz, segundo as pesquisas, de fazer propostas para defender o meio ambiente, seguida de perto por Sarkozy, e em terceiro lugar por Royal e pelo líder antiglobalização José Bové.

EFE al pk/gs




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