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Pacifista americana se diz preocupada com tratamento de presos em Guantánamo

06/01 - 23:32 - EFE

Havana, 6 jan (EFE).- A pacifista americana Cindy Sheehan disse hoje em Havana que está "preocupada" com as pessoas presas na base de Guantánamo, "que estão detidas e recebem tratamento desumano".

Sheehan chegou hoje à capital da ilha acompanhada por outros quatro pacifistas para protestar contra a existência de uma prisão na base naval dos EUA em Guantánamo (no leste de Cuba).

"Também estou preocupada com as pessoas no Iraque que estão morrendo diariamente por causa do meu país", acrescentou a ativista, que perdeu seu filho no país árabe em 2004 e promove uma campanha contra a guerra.

"O presidente Bush e sua administração estão dizendo falsamente que estão disseminando a democracia e a liberdade no Iraque (...), mas estão perpetrando esta injustiça e este horror em lugares como em Guantánamo e também em nosso próprio país, onde também há pessoas nas prisões sem direito a um processo judicial adequado", afirmou.

"É por isso que todos estamos aqui, para lutar contra tudo isso", disse.

Sheehan afirmou também não temer as possíveis represálias do Governo dos EUA por sua viagem à ilha.

"Se alguém me conhece um pouquinho sabe muito bem que não tenho medo de absolutamente nada", disse.

Por sua parte, Medéia Benjamin, do grupo de mulheres americanas contra a guerra "Código rosado", organizadora da delegação de 12 pessoas, disse que a manifestação vai enfatizar "a prisão de Guantánamo".

"Sabemos dos abusos que cometeram lá e somos parte de um grupo internacional que está pedindo que o fechamento da prisão", indicou Benjamin.

Assinalou que por isso estão na ilha, para viajar no dia 10 para Guantánamo para realizar uma conferência, que terá a participação de advogados que levaram os caso à Corte Suprema dos EUA e de analistas como a coronel Ann Wright, que esteve 29 anos no exercito americano, entre outros. EFE eyy mh




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