Havana, 6 jan (EFE).- A pacifista americana Cindy Sheehan disse
hoje em Havana que está "preocupada" com as pessoas presas na base
de Guantánamo, "que estão detidas e recebem tratamento desumano".
Sheehan chegou hoje à capital da ilha acompanhada por outros
quatro pacifistas para protestar contra a existência de uma prisão
na base naval dos EUA em Guantánamo (no leste de Cuba).
"Também estou preocupada com as pessoas no Iraque que estão
morrendo diariamente por causa do meu país", acrescentou a ativista,
que perdeu seu filho no país árabe em 2004 e promove uma campanha
contra a guerra.
"O presidente Bush e sua administração estão dizendo falsamente
que estão disseminando a democracia e a liberdade no Iraque (...),
mas estão perpetrando esta injustiça e este horror em lugares como
em Guantánamo e também em nosso próprio país, onde também há pessoas
nas prisões sem direito a um processo judicial adequado", afirmou.
"É por isso que todos estamos aqui, para lutar contra tudo isso",
disse.
Sheehan afirmou também não temer as possíveis represálias do
Governo dos EUA por sua viagem à ilha.
"Se alguém me conhece um pouquinho sabe muito bem que não tenho
medo de absolutamente nada", disse.
Por sua parte, Medéia Benjamin, do grupo de mulheres americanas
contra a guerra "Código rosado", organizadora da delegação de 12
pessoas, disse que a manifestação vai enfatizar "a prisão de
Guantánamo".
"Sabemos dos abusos que cometeram lá e somos parte de um grupo
internacional que está pedindo que o fechamento da prisão", indicou
Benjamin.
Assinalou que por isso estão na ilha, para viajar no dia 10 para
Guantánamo para realizar uma conferência, que terá a participação de
advogados que levaram os caso à Corte Suprema dos EUA e de analistas
como a coronel Ann Wright, que esteve 29 anos no exercito americano,
entre outros. EFE
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