Damasco, 31 dez (EFE).- A Síria classificou como "penosa" a
execução do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein e disse esperar
que a mesma não cause a instabilidade do Iraque, informou a agência
oficial de notícias síria "Sana".
"A execução de Saddam no primeiro dia do Eid al-Adha (Festa do
Sacrifício) foi dolorosa, já que coincidiu com as orações do Eid e a
peregrinação muçulmana a Meca, a cidade da segurança, da paz e da
fraternidade", declarou o ministro da Informação sírio, Mohsen
Bilal, que é citado pela "Sana".
Bilal também condenou a divulgação das "horrorosas imagens" da
execução do ex-ditador, descrevendo o ato como "contraditório aos
conceitos e às convenções internacionais".
O ministro sírio disse esperar que a execução de Saddam "não leve
mais violência ao Iraque". Além disso, desejou que o processo
político "continue até que o Iraque, um membro ativo na comunidade
internacional e na Liga Árabe, consiga a independência".
As declarações de Bilal são a primeira manifestação oficial síria
à execução do ex-presidente iraquiano.
No último dia 11, Síria e Iraque reabriram suas respectivas
embaixadas em Bagdá e em Damasco, após mais de duas décadas de
relações cortadas entre os dois países. EFE
gb sc