iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Rússia lança de satélite em projeto com participação brasileira

27/12 - 17:44 - EFE

Moscou, 27 dez (EFE).- A Rússia lançou hoje um foguete Soyuz-2 para colocar em órbita o satélite astronômico europeu Corot, destinado à detecção de planetas fora do Sistema Solar e à exploração da composição interior das estrelas.

A missão Corot, calculada para um prazo de dois anos e meio, é de responsabilidade da Agência Espacial Francesa (CNES), e conta com participação da Agência Espacial Européia (ESA), Brasil, Espanha, Alemanha, Áustria e Bélgica.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que "é a primeira vez que astrônomos brasileiros participam da construção de um satélite científico, com os mesmos direitos de seus parceiros europeus de explorar os dados científicos a serem obtidos".

Segundo a mesma fonte, cerca de 70 astrônomos e estudantes dos principais centros de pesquisa astronômica do país (UFRN, INPE, UNESP, Universidade Mackenzie, Laboratório Nacional de Astrofísica, UFMG, UFRJ, ON/MCT, UFSC e UFRGS) participarão das observações do satélite.

O lançamento do foguete portador Soyuz, dotado de um bloco de aceleração Fregat, aconteceu às 12h23 de Brasília, da base de Baikonur (Cazaquistão, Ásia Central), informou a agência espacial russa Roscosmos.

Nove minutos após a decolagem, o satélite se separou do foguete para ser levado à órbita pelo bloco de aceleração, informou um porta-voz da Roscosmos à agência "Interfax".

Para isso, acrescentou, o Fregat pôs seus propulsores em funcionamento por duas vezes, e separou-se do satélite 50 minutos após o lançamento.

Inicialmente, o lançamento estava programado para o dia 21 deste mês, mas um vazamento detectado em uma membrana de um depósito no foguete Soyuz motivou o adiamento da decolagem para hoje.

O satélite, fabricado pela companhia Alcatel Alenia Spase, tem uma massa de 630 quilos e foi colocado em uma órbita com uma inclinação de 90 graus em relação à Terra, a uma altura de 896 quilômetros em perigeu (ponto da órbita mais próximo do centro da Terra) e 915 quilômetros em apogeu (ponto mais distante).

Corot é o acrônimo de "Convecção, Rotação e Trânsitos planetários", pois o satélite é capaz de explorar o interior estelar estudando as ondas acústicas que atravessam a superfície das estrelas, uma técnica chamada astrossismologia.

A palavra "Trânsito" deve-se à utilização de uma técnica que permite deduzir a presença de um planeta a partir do enfraquecimento na luz da estrela produzida quando este passa em frente ao astro.

Para cumprir seu duplo objetivo científico, o Corot, que inaugura uma nova etapa na busca de planetas em torno de estrelas que não o Sol, vigiará cerca de 120 mil estrelas com seu telescópio de 30 centímetros.

Na década transcorrida desde a primeira descoberta de um planeta extra-solar ou exoplaneta, em 1995, foram identificados mais de 200 desses corpos celestes fora do sistema solar, embora a busca tenha sido feita principalmente com telescópios baseados na Terra, segundo a ESA.

Muitos dos planetas a serem descobertos pelo Corot provavelmente serão dos chamados "Júpiter quentes", ou seja, gigantes gasosos, embora também haja expectativas de que sejam encontrados planetas rochosos, talvez um pouco maiores que a Terra ou até mesmo menores.

Quando o Corot, que será colocado em uma órbita polar, observar uma estrela, também será capaz de detectar "terremotos estelares", ondas acústicas geradas no interior profundo da estrela e que são transmitidas ao longo da superfície desta, alterando seu brilho.

Este é o 25º lançamento de um foguete espacial realizado pela Rússia este ano e o 17º feito em Baikonur, a principal base da antiga União Soviética e que Moscou aluga do Cazaquistão. EFE se pk/ep




US Multimídia


Publicidade


Enquete