20% das crianças britânicas já encontraram estranhos via web, diz pesquisa

Uma em cada cinco crianças entrevistadas em uma pesquisa na Inglaterra afirmou que já encontrou com um estranho que conheceu pela internet. Conduzida pela empresa especialista em identidade online Garlik, a sondagementrevistou 1.030 pais e mil crianças.

BBC Brasil |

Entre as entrevistadas com idade entre 8 e 12 anos, 23% admitem acessar os sites de relacionamento Facebook, Bebo e MySpace, apesar da restrição de idade ser de 13 ou 14 anos.

A equipe sugere que se a porcentagem for aplicada ao número de crianças dessa faixa etária, existente na Grã-Bretanha segundo o censo de 2001, o resultado seria de 750 mil crianças acessando os sites de relacionamento em todo o país.

A pesquisa indica ainda que 26% das entrevistadas afirmaram que possuem desconhecidos como amigos virtuais e 66% disponibilizam informações pessoais como telefone celular e endereço da escola nos seus perfis nos sites de relacionamento.

No entanto, de acordo com a sondagem, o comportamento das crianças e adolescentes na internet não passa despercebido pelos pais.

Entre os entrevistados, 72% afirmaram espionar os filhos online - 25% acessa o perfil das crianças nos sites de relacionamento para identificar se estão sendo abordadas por estranhos e 26% criaram um perfil próprio nos sites para poder espionar seus filhos.

"Medos reais"

Segundo Tom Illube, diretor da Garlik, os sites de relacionamento devem levar mais sério suas políticas de restrição de idade para "aliviar os temores reais dos pais".

"As crianças estão na vanguarda do fenômeno das redes de relacionamento social, usando sites da mesma maneira que outras gerações usaram o telefone", disse Illube.

De acordo com ele, ao contrário dos adultos, que são mais "sagazes", as crianças tendem a ser mais relaxadas sobre as informações pessoais que disponibilizam online.

"Isso não seria um problema se elas estivessem em um ambiente super controlado, mas quando estão em um ambiente onde se relacionam com pessoas muito mais velhas que elas, deve-se ter bastante precaução e cuidado", disse.

Illube destaca ainda que os pais são ocupados e não conseguem monitorar a atividade dos seus filhos o tempo todo.

"O que o Facebook, Bebo e MySpace e outros estariam fazendo para ajudar?", questionou o diretor.

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