17% da floresta amazônica já destruídos, denuncia a ONU

A Amazônia está cada vez mais ameaçada pelo desenvolvimento econômico, adverte a ONU em informe publicado nesta quarta-feira em Nairóbi, destacando que 17% das áreas de florestas já foram destruídos.

AFP |

Em 2005, o desmatamento acumulado nesta ampla zona compartilhada por oito países - Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Bolívia, Suriname e Venezuela - já afeta mais de 857.000 km2, provocando uma redução de 17% da superfície vegetal, indica o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUE).

Esta superfície é equivalente a dois terços do território do Peru ou a 94% da Venezuela, destaca o estudo do PNUE e da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (ACTO) de cuja elaboração participaram mais de 150 especialistas.

As causas são o desenvolvimento das atividades econômicas na região de floresta úmida, a construção de infraestruturas industriais e de transporte e o aumento da população.

Em 30 anos (1975-2005), a construção de estradas na Amazônia brasileira foi multiplicada por dez.

Quando o desmatamento superar 30% da superfície vegetal, o regime de chuvas começará a diminuir na região, iniciando-se um círculo vicioso que causará incêndios forestais e um aumento das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, adverte o PNUE.

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