10 Mil grávidas precisam de atendimento médico em Porto Príncipe

Genebra, 22 jan (EFE).- Cerca de 10 mil mulheres grávidas em Porto Príncipe, das 63 mil que esperam crianças na capital do Haiti, necessitam atendimento médico por causa de complicações na gestação, informou hoje o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA).

EFE |

A organização estima que 7 mil mulheres dêem à luz em fevereiro e lembra que, mesmo antes do terremoto, o Haiti já era o lugar mais perigoso do hemisfério ocidental para engravidar, pois uma em cada 47 haitianas arriscava a vida no parto.

A UNFPA afirmou em comunicado que já distribuiu no Haiti pacotes com material "de saúde reprodutiva", os quais incluem remédios que suprem as necessidades ginecológicas femininas e que ajudariam até 150 mil mulheres.

Do mesmo modo, anunciou que nos próximos dias chegarão mais caixas com fraldas, lenços e sabões, para manter "a dignidade" das famílias.

Além disso, a entidade falou sobre a necessidade de prevenir a possível expansão da violência de gênero em uma situação de crise, estabelecendo "espaços seguros" às mulheres que foram vítimas de maus-tratos.

O terremoto, de 7 graus na escala Richter, aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti disse que o número de mortos superará 100 mil.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE rcb/sa

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