MT terá sete eleições suplementares

Cassação de prefeitos por compra de votos e abuso de poder econômico é o motivo comum para pleitos

Kelly Martins, iG Cuiabá |

Na véspera de eleições gerais, Mato Grosso vive uma situação excepcional.

O Estado deve fechar o ano com eleições suplementares em sete municípios. Três delas (Poconé, Matupá e Campos de Júlio) devem ocorrer até dezembro.

Em comum, o fato de que seus prefeitos foram cassados pela Justiça Eleitoral, por compra de votos e abuso de poder econômico.

Segundo o secretário judiciário do Tribunal Breno Gasparoto, a fixação das datas para as eleiçoes suplementares está condicionada às decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele acrescenta que ainda há recursos por parte das partes envolvidas, conforme prevê a legislação eleitoral em vigor.

"Estamos aguardando a manifestação do colegiado do TSE, que poderá deferir ou não o resultado do TRE, e, assim, convocar as novas eleições ainda em 2010", afirmou.

Gasparoto comentou, ainda, que o Ministério Público Eleitoral (MPE) poderá encaminhar um requerimento solicitando para que sejam feitas as escolhas dos prefeitos e vices ainda este ano. O MPE confirmou que o pedido ainda não foi enviado ao TRE.

Pela legislação eleitoral, é obrigatória a realização de eleição suplementar quando os prefeitos eleitos obtiverem mais de 50% dos votos válidos nos municípios e tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral. Nesse caso, os presidentes das câmaras municipais assumem o cargo.

Em Poconé, por exemplo, o vereador Nei Rondon (PTB) assumiu o mandato tampão no lugar do prefeito Clóvis Damião Martins (PTB), cassado por abuso de poder econômico.

O prefeito de Matupá, Fernando Zafonatto (DEM) é acusado por compra de votos em 2008 e o cargo passou para o vereador Celso Costin (PPS).

No município de Campos de Júlio, a prefeita eleita Claídes Lazaretti Massuti (PMDB) realizou durante a campanha eleitoral um encontro de aproximadamente 600 pessoas em sua fazenda, onde era oferecido churrasco, bebida e transporte, o que contraria a legislação eleitoral.

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