MPF investiga uso de 'máquina pública' em MT

Peemedebistas são acusados de usar instalações da Empaer-MT para reuniões com fins eleitorais

Kwlly Martins, iG Cuiabá |

O Ministério Público Eleitoral vai investigar o deputado federal reeleito Carlos Bezerra (PMDB) e sua esposa Teté Bezerra, eleita deputada estadual, por uso da máquina pública em campanha.

Os peemedebistas são acusados te terem usado a estrutura da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT) e participado de uma reunião com os servidores.

A reunião teria sido convocada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) que já responde a uma ação de investigação judicial no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) pelo fato e por ter direcionado os servidores para o comitê central de campanha.

Bezerra é presidente regional do PMDB.

A denúncia feita pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e encaminhada ao procurador regional Tiago Lemos é de que o casal Bezerra teria aproveitado a ocasião para pedir votos.

Isso estaria registrado em documentos e fotos encaminhados ao MPE e anexados na ação.

Detalhe: a denúncia revela que as despesas com diárias e transporte foram integralmente pagas pelos cofres estaduais para que servidores da pasta em diversos municípios mato-grossenses estivessem presentes.

O corregedor do Tribunal, desembargador Márcio Vidal, já ouviu depoimentos de seis servidores sobre o caso.

Entre eles está o presidente da Empaer, Enock Alves dos Santos; o coordenador Sérgio Mazetto; diretor de Pesquisa, Calos Luiz Milhomem; presidente da Associação dos Servidores da pasta, Gilmar Brunetto; Antônio Jesuíno de Oliveira e Denise Maria Ávila Gutterrez.

Servidores dos municípios de Sinop, Guarantã do Norte, Juína, Alta Floresta e Barra do Garças, já foram ouvidos pela Justiça Eleitoral sobre o caso e deverão prestar novos esclarecimentos nesta semana.

O procurador Tiago Lemos disse que foram anexados a ação fotografias, áudios e documentos do órgão sobre a participação de servidores no ato político.

Ele confirmou ainda que a denúncia também é por compra de votos e, dessa forma, a ação teve que ser desmembrada passando para as mãos de um dos juízes auxiliares do TRE.

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