MPE denuncia chefe da Seduc por crime eleitoral

Terezinha Furtado Mendonça é apontada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) como autora de e-mails com convite para atos políticos

Kelly Martins, iG Cuiabá |

O Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciou a chefe de gabinete da Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc) Terezinha Furtado Mendonça como a autora dos e-mails com convites para atos políticos.

O ato configura crime eleitoral de abuso de poder político e de conduta vedada a agente público. No caso dos candidatos, eles estão sujeitos à cassação do registro da candidatura e à inelegibilidade (Lei da Ficha Limpa).

Os beneficiários pelo uso da máquina pública para fins eleitorais seriam os candidatos petistas Ságuas Moraes (a deputado federal) e Carlos Abicalil (a senador).

Ambos pertencem à coligação "Mato Grosso em Primeiro Lugar", do também candidato à reeleição, o governador Silval Barbosa.

Terezinha é ligada ao grupo de Ságuas, que comandou a Seduc até o mês de março antes de passar o comando para Rosa Neide, também indicada para o cargo pelo PT.

A investigação começou após a denúncia ser encaminhada ao procurador regional eleitoral Thiago Lemos pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), depois que Ságuas deixou a Secretaria.

O MCCE alega que a servidora e outros funcionários estariam usando a estrutura do órgão para campanha de Abicalil e Ságuás.

A assessoria da Seduc informou que o computador da servidora foi apreendido pela PF durante busca e apreensão determinada na última terça-feira (21) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O mandato atende pedido do MPE, no entanto, um pronunciamento oficial sobre o caso só será feito depois das investigações serem concluídas.

O presidente do TRE, desembargador Rui Ramos, disse que a denúncia corre em sigilo e, por isso, não poderá fornecer detalhes do caso. 

A mesma alegação é feita pelo MPE que prefere não se manifestar sobre o assunto.

Prisão

Ságuas, que é o principal candidato do grupo liderado pelo presidente regional do PT, Carlos Abicalil, foi detido ontem por determinação do juiz eleitoral do município, Alexandre Delicato Pampado.

O deputado estadual foi parar na delegacia da Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre um almoço que teria oferecido a correligionários em troca de voto, na cidade de Arenápolis (a 258 km de Cuiabá).

O prefeito Farid Tenório (DEM) e outras 25 pessoas, que estavam no evento, também foram detidos. Ságuás e Tenório foram ouvidos pelo delegado e liberados ainda na noite desta quarta.

O petista alegou que estava participando de um encontro com filiados da sigla e não sabia que haveria almoço.

"Quando eu estava falando chegou a oficial de Justiça. Ela ligou para o juiz, que pediu que todos fossem levados para a delegacia e explicasse o caso", contou o petista.

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