Segundo denúncia do Ministério Público (MP), devolução de duodécimo foi pretexto para fraude na Câmara Municipal

Investigações do Ministério Público apontam que a prática da devolução do duodécimo pela Câmara de Vereadores de Dourados (MS) no ano passado era apenas uma ‘fachada’ para o desvio de dinheiro público.

Mediante o esquema, parte dos R$ 3 milhões relativos ao duodécimo retornaria às mãos dos vereadores. Ou seja, foram desviados diretamente para os parlamentares cerca R$ 1,4 milhão, divididos em 12 parcelas de R$ 120 mil.

Outra conclusão do MP é de que, todos os meses, a Câmara devolvia à Prefeitura a quantia de R$ 400 mil. Desse total, o Município devolvia R$ 120 mil aos vereadores – dos quais R$ 60 mil ficariam com o presidente da Câmara Sidlei Alves (DEM).

Alves, por sua vez, pagaria um mensalinho de R$ 5 mil para cada um dos nove vereadores indiciados, totalizando um montante de R$ 45 mil. Sidley se apossava dos R$ 15 mil restantes, destinando os outros R$ 60 mil ao ao seu líder na Câmara, vereador Humberto Teixeira Jr..

Há semelhança entre a operação e a finalidade de ‘lavagem de dinheiro’.

Dessa forma, 30% do dinheiro teria ficado com os vereadores, 20% para pagamento de ‘notas’ (impostos, propina...) e os 50% restantes com a Prefeitura de Dourados, na época comandada pelo prefeito, hoje preso, Ari Artuzi (sem partido).

Segundo informou o democrata, pelo acordo firmado entre os vereadores e a Prefeitura de Dourados, os R$ 3 milhões devolvidos pelo Legislativo deveriam ter sido utilizados integralmente pela administração municipal para investimentos em obras de infraestrutura (asfalto e drenagem) e recapeamento da malha asfáltica de diversos pontos da cidade.

Com informações do site Dourados Agora

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.