Mostra tem versões restauradas de 'Lawrence da Arábia', 'Tubarão' e 'Nosferatu'

Clássicos são destaque da programação, que ainda tem "Coronel Blimp", "Era Uma Vez no Oeste", "Muriel", de Alain Resnais, e "Os Deuses e os Mortos", de Ruy Guerra

iG São Paulo |

Não é só de novidades que sobrevive a Mostra de São Paulo , que chega em 2012 a sua 36ª edição. Além das retrospectivas – neste ano, o principal homenageado é o russo Andrei Tarkóvski –, nos últimos tempos versões restauradas de clássicos do cinema têm ganho destaque e pompa. No ano passado, foram "Laranja Mecânica" e "Taxi Driver" . Desta vez, "Lawrence da Arábia" e "Tubarão" dividem os holofotes.

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O primeiro, um épico dirigido por David Lean no deserto, se sustenta até hoje entre os maiores filhos já feitos, com uma atuação soberba de Peter O'Toole . O segundo colocou Steven Spielberg, um jovem de 29 anos em 1975, entre os cineastas mais disputados de Hollywood, pelo fenômeno de bilheteria que se tornou. "Tubarão" virou franquia e se inseriu de forma definitiva no imaginário do gênero de horror.

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Restaurado pela Academia de Hollywood, "Coronel Blimp - Vida e Morte" (1963) é considerado por muita gente o melhor filme a sair da parceria entre Michael Powell e Emeric Pressburger, que, juntos, assinavam como The Archers. Não é pouca coisa para a dupla que fez trabalhos como "Narciso Negro", "Os Sapatinhos Vermelhos" e "Neste Mundo e no Outro".

Divulgação
'Nosferatu', o vampiro do filme de 1922

E se o Festival do Rio teve as areias de Copacabana, a Mostra conta com a grama do Ibirapuera. Na noite de 2 de novembro, dia seguinte ao final do evento, será projetada ao ar livre uma cópia restaurada de "Nosferatu", obra-prima muda de F.W. Murnau, um dos primeiros trabalhos sobre vampiros no cinema. O longa-metragem terá acompanhamento ao vivo da Orquestra Petrobras, executando a trilha sonora composta pelo maestro alemão Pierre Oser, responsável por conduzir o concerto.

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Outras obras consagradas incluídas na programação podem não ser cópias novas em folha, mas sem dúvida merecer ser vistas na tela grande. "Era Uma Vez no Oeste", o faroeste imortal de Sergio Leon, ganha duas sessões por conta da vinda da atriz italiana Claudia Cardinale ao Brasil, para apresentar "O Gebo e a Sombra" , do português Manoel de Oliveira.

"Alma Corsária" homenageia o cineasta gaúcho Carlos Reichenbach , morto em junho. Já "Muriel" (63), de Alain Resnais, e o brasileiro "Os Deuses e os Mortos" (70), de Ruy Guerra, foram escolhidos pelo crítico Michel Cement, em razão dos 60 anos da revista francesa Positif.

"A Mostra é um pensamento. Se não tiver patrocínio, acabou", diz Renata de Almeida

"Lawrence da Arábia" (216 minutos)
Sexta (19), às 21h30, no Cine Livraria Cultura
Terça (23), às 13h, no Espaço Itaú Frei Caneca 1
Quarta (31), às 19h40, no Cinesesc

"Tubarão" (124 minutos)
Segunda (22), às 21h30, no Espaço Itaú Frei Caneca 1
Quarta (24), às 21h, no Cinespaço Granja Vianna
Quinta (25), às 21h, no Cinemark Metrô Santa Cruz
Sexta (26), às 21h10, no Cinemark Cidade Jardim
Domingo (28), às 14h, no Cinesesc

"Coronel Blimp - Vida e Morte" (163 minutos)
Sábado (20), às 23h, no Cinesesc
Terça (23), às 13h, no Espaço Itaú Frei Caneca 2
Quinta (25), às 14h40, no Espaço Itaú Frei Caneca 1

"Nosferatu" (94 minutos)
Sexta (02/11), às 20h, na parte externa do Auditório Ibirapuera

"Era Uma Vez no Oeste" (165 minutos)
Terça (30), às 19h40, no Cine Livraria Cultura 1
Quinta (01/11), às 14h40, no Espaço Itaú Frei Caneca 2

"Muriel" (112 minutos)
Sábado (20), às 20h, na Matilha Cultural
Sábado (27), às 16h15, no MIS

"Os Deuses e os Mortos" (97 minutos)
Sábado (27), às 18h30, no MIS

"Alma Corsária"
Segunda (22), às 16h, no Cinusp
Quinta (25),'às 19h, na Cinemateca - Sala BNDES
Terça (30), às 14h, na Cinemateca - Sala Petrobras

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