Polícia revista casa do médico de Michael Jackson em Las Vegas

LAS VEGAS ¿ A polícia e agentes federais revistaram a residência do médico pessoal de Michael Jackson, Conrad Murray, em Las Vegas, indicou a imprensa nesta terça-feira, aumentando as especulações em torno da morte do rei do pop.

Redação com AFP |

Getty Images

Resultado da necropsia deve
ser divulgado nesta semana

Redes de televisão locais mostraram vários carros da polícia em frente à casa de Murray em Las Vegas (Nevada, oeste).

O site especializado em celebridades "TMZ" indicou que agentes da DEA (agência antidrogas norte-americana) e detetives do Departamento de Polícia de Los Angeles estavam procurando a documentação médica de Jackson.

A operação de hoje é a segunda que as autoridades realizam nos imóveis de Murray, depois que, na quinta-feira passada, a Polícia obteve uma ordem de revista para entrar nos escritórios do médico em Houston (Texas).

O departamento forense da polícia de Los Angeles confirmou que os resultados dos testes realizados no corpo de Jackson em 26 de junho serão divulgados no final desta semana.

A ABC News indicou hoje que os legistas teriam descoberto um coquetel letal de medicamentos sob prescrição controlada no corpo de Jackson, incluindo os potentes calmantes OxyContin e Demerol.

A revelação foi feita um dia depois de a CNN informar que a polícia de Los Angeles concluiu que Conrad Murray, o último médico de Michael Jackson, administrou no astro pop um forte analgésico, o que teria provocado sua morte.

Médico pessoal é principal suspeito

Desde a morte de Jackson, aos 50 anos, no dia 25 de junho passado, em Los Angeles, o doutor Conrad Murray é o centro da investigação, já que no local do falecimento foram encontrados frascos de propofol, um potente analgésico.

O propofol é uma droga utilizada nos hospitais para anestesiar pacientes antes de intervenções cirúrgicas e, segundo os especialistas, só pode ser administrado por um anestesista, o que tornou sua presença na casa de Jackson a base da investigação. Um dos mais graves efeitos colaterais do medicamento é que ele pode provocar parada cardíaca se for misturado com certos analgésicos, mas poderia chegar a causar esse efeito sozinho, caso a dose fosse exagerada.

Os advogados de Murray, que insistem em sua inocência, emitiram um comunicado pedindo calma nessa onda de especulações. "É uma perda de tempo responder a todos esses vazamentos de fontes anônimas", indicou Ed Chernoff. "Todos precisam respirar fundo e esperar pelos resultados toxicológicos", acrescentou.

Murray é exatamente o médico que estava ao lado de Jackson quando o rei do pop morreu, de parada cardíaca, na mansão que alugava em Los Angeles.

Na quarta-feira passada, a polícia revistou a clínica de Murray em Houston (Texas) e retirou do local vários documentos e o disco rígido de um dos computadores, com o histórico de pacientes.

Murray está atualmente em Las Vegas, impedido de trabalhar devido às suspeitas que pesam sobre ele desde a morte de Jackson.

Um mês depois da morte do cantor de "Thriller", as autoridades realizam uma investigação que se centraliza numa suposta dependência da parte de Jackson por calmantes fortes.

Os investigadores estão estudando de perto o papel de pelo menos cinco médicos que passaram receitas para Michael Jackson.

Familiares de Jackson acusam seus médicos de terem provocado a morte do artista receitando medicamentos dos quais ele abusava.

A carreira de Michael Jackson

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