Jovens homenageiam Michael Jackson no vão livre do Masp

SÃO PAULO - O vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista, foi tomado neste domingo por diversos jovens, reunidos para homenagear Michael Jackson. Enquanto alguns dançavam, outros seguravam cartazes e choravam a morte do ídolo.

Redação com agências internacionais |


A reunião em São Paulo foi apenas uma das manifestações que aconteceram em todo o mundo para lembrar o cantor, que morreu na última quinta-feira, aos 50 anos. Em Paris, o encontro aconteceu sob a Torre Eiffel. Também houve homenagens em Praga (República Tcheca), Telavive (Israel) e Singapura, entre outras cidades.


Agência Estado
Jovem chora morte de Michael Jackson em São Paulo


Médico é encontrado

O Departamento de Polícia de Los Angeles, que investiga a morte de Michael Jackson, afirmou neste domingo que o médico do cantor, Conrad Murray, está ajudando as investigações. Na noite de sábado, Murray foi entrevistado pela polícia por cerca de três horas.

Questões sobre a atividade do médico foram levantadas neste sábado pelo reverendo Jesse Jackson. O pastor negro, militante dos direitos cívicos, disse que Murray "deve à família e ao público" explicações sobre as últimas horas de vida de Michael Jackson.

O consumo excessivo de medicamentos foi amplamente citado pelos familiares do cantor como uma das causas possíveis para a morte.

"Há suspeitas que pairam sobre este médico, e com razão, pois qualquer outro médico diria: 'Isso foi o que aconteceu durante as últimas horas de vida de Michael Jackson. Eu estava lá. Lhe dei medicamentos'", declarou o pastor.

AP

 Jesse Jackson (à esq) conversa com Joe Jackson (à dir), pai do cantor

Autópsia inconclusiva

A autópsia foi concluída na tarde de sexta-feira. O exame, no entanto, não determinou a causa da morte do artista. Em entrevista coletiva realizada logo após a autópsia, o porta-voz Craig Harvey informou que é preciso esperar o resultado dos exames toxicológicos.

Segundo Harvey, o resultado desses exames vai demorar de quatro a seis semanas para ficar pronto. O porta-voz ainda informou que Michael Jackson ainda estava vivo quando chegou ao hospital, e que não havia sinais de violência em seu corpo.

Familiares de Jackson asseguraram que o cantor recebeu "uma alta dose de morfina" logo antes de sua morte, segundo o portal TMZ.

O pai do artista, Joe Jackson, queria levar seu filho recentemente a um centro de reabilitação em Palmdale, na Califórnia, por considerá-lo "dependente" de morfina e medicamentos com prescrição médica.

Outros integrantes da família disseram que o cantor não estava preparado para fazer os próximos shows previstos para julho, por causa do uso dessas substâncias.

De fato, representantes da turnê, prevista para começar no dia 17 de julho, disseram ao "TMZ" que Michael geralmente se encontrava em estado "letárgico" e chegava tarde aos ensaios.

Relembre as fases da carreira de Michael Jackson; veja o vídeo:


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