Investigadores não chegam a uma conclusão sobre morte de Michael Jackson

LOS ANGELES ¿ Os investigadores ainda estão longe de chegar a uma conclusão definitiva sobre a morte do cantor Michael Jackson, dada a complexidade em determinar as supostas irregularidades dos médicos e confirmar o consumo de vários medicamentos, informou o jornal Los Angeles Times.

AFP |

Fontes próximas à investigação disseram ao LA Times que, embora tivessem uma imagem clara de como Jackson faleceu, no dia 25 de junho, os detetives continuam contruindo um caso que possa ser apresentado aos promotores do condado de Los Angeles, onde sejam demonstradas irregularidades criminais.

Citando fontes anônimas, o jornal afirma que ainda é necessário revisar dezenas de depoimentos de pessoas próximas e compará-los com a investigação feita pelo Instituto de Medicina Forense de Los Angeles, que a pedido da polícia da cidade não divulgou os resultados da autópsia realizada no músico.

A morte de Michael Jackson deixou aberta uma investigação policial que se focou em um suposto vício do cantor em sedativos fortes, que possivelmente era consetido pelos médicos que cuidavam dele.

Até agora, as autoridades voltaram as atenções para o último médico pessoal de Jackson, Conrad Murray, e não informaram quando serão divulgados os resultados da pesquisa sobre as causas que fizeram parar o coração do rei do pop.

O corpo de Michael Jackson será finalmente enterrado em uma área conhecida como Grande Mausoléu no cemitério Forest Lawn, em Glendale, subúrbio de Los Angeles, informou nesta terça-feira seu representante.

Como indicou à AFP na segunda-feira Joe Jackson, pai do cantor, o funeral de Michael será realizado dois meses e quatro dias depois de sua morte, em 25 de junho, quando sofreu uma parada cardíaca cujas causas ainda estão sendo investigadas pela polícia.

"Michael Jackson descansará no Holly Terrace, no Grand Mausoleum do Glendale Forest Lawn Memorial Park, em Glendale, no sábado 29 de agosto às 10H00 AM (17H00 GMT), quando completaria 51 anos", anunciaram em um comunicado divulgado em Los Angeles seus representantes Sunshine, Sachs & Associates.

Murray, por sua vez, assegurou ter dito toda a verdade à polícia em suas primeiras declarações públicas, gravadas em um vídeo divulgado nesta terça-feira.

"Quero agradecer a todos os meus pacientes e amigos que enviaram mensagens amáveis por correio eletrônico e cartas para expressar seu apoio, e por suas orações para mim e minha família", disse Murray em uma mensagem.

O cardiologista estava ao lado de Jackson no momento de sua morte.

"Por tudo o que está acontecendo, tenho medo de atender o telefone e de usar o meu e-mail. Por isso, gravei este vídeo para dizer que recebi as mensagens", acrescentou.

Depois de agradecer pelas mensagens que, segundo disse, deram a ele força para suportar esta situação, que o levou a ser submetido a vários interrogatórios e revistas em sua casa e em seus consultórios de Houston (Texas, sul) e de Las Vegas (oeste), Murray afirma que foi sincero.

"Fiz tudo o que pude, disse a verdade e tenho fé de que a verdade vai prevalecer", disse o médico, que está praticamente recluso desde a morte do cantor.

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