29/06 - 08:09 - Redação com agências internacionais
LOS ANGELES – O tabloide britânico "The Sun" publicou nesta segunda-feira (29) supostos detalhes da autópsia do cantor norte-americano Michael Jackson, morto na última quinta-feira. Segundo o jornal, Jackson pesava apenas 51 quilos, tinha comprimidos parcialmente dissolvidos no estômago e apresentava várias costelas quebradas. No final da manhã, o site de celebridades "TMZ", que noticiou em primeira mão a morte do astro, contestou a reportagem, afirmando que a história é "completamente falsa".
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| Fãs e sósias se aglomeram na entrada da |
Venda de Neverland pode ser barrada para rancho
Enterro pode acontecer em Neverland AP 
abrigar lápide e parque dedicado a Jackson
Segundo a imprensa norte-americana, o clã Jackson devia se encontrar ontem com o pastor negro Al Sharpton, defensor dos direitos civis, para conversar sobre o enterro do ídolo. No entanto, existe a possibilidade do corpo do cantor ser sepultado em sua antiga propriedade, o rancho Neverland.
Fontes da revista "The Hollywood Reporter" afirmaram que o senegalês Tohme Tohme – ex-porta-voz, amigo de Jackson e hoje integrante da companhia de investimentos Colony Capital, responsável pela hipoteca de Neverland – propôs à família do artista transformar a propriedade em um parque temático que honre a memória do popstar e se transforme em um lugar de peregrinação para fãs de todo o mundo, à imagem e semelhança do sítio Graceland, de Elvis Presley.
O plano de Tohme incluiria o enterro de Michael na propriedade, uma aspecto que vai além da mera vontade dos pais e dos irmãos do cantor, já que são necessárias permissões legais para transformar um jardim em um cemitério. O site especializado em celebridades "TMZ" constatou que há discussões na família Jackson sobre qual será o futuro de Neverland, assim como sobre a organização do funeral do cantor.
Mistérios
O mistério paira sobre as causas exatas da morte do ídolo. De acordo com o Los Angeles Times, que citou fontes envolvidas na investigação, a segunda conversa entre a polícia e o médico da estrela, Conrad Murray, que seria a última pessoa a ter visto Michael Jackson vivo, não permitiu estabelecer nenhuma "prova flagrante" de sua eventual responsabilidade na morte do cantor.
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| Lembrado em todo o mundo, Jackson foi |
O advogado do médico, no entanto, negou que ele tenha dado qualquer analgésico ao cantor antes de sua morte. Segundo Edward Chernoff, as informações segundo as quais Murray teria injetado em Michael Jackson um poderoso analgésico pouco antes de sua morte são "totalmente falsas".
"Não houve Demerol, nem OxyContin", afirmou o advogado ao jornal Los Angeles Times, que publicou as declarações em seu site.
O cardiologista "esclareceu algumas incoerências" referentes à morte de Jackson, afirmou a porta-voz do médico, Miranda Sevcik, em comunicado publicado na noite de sábado. "Os investigadores disseram que ele não é de forma alguma considerado como um suspeito, mas apenas como uma testemunha desta tragédia", ressaltou.
Autópsia
A segunda autópsia, pedida sexta-feira pela família, foi realizada sábado, mas os resultados ainda não são conhecidos, segundo o Los Angeles Times. Os resultados preliminares da primeira necropsia, efetuada sexta-feira, permitiram descartar um ato criminoso. Porém, o instituto médico-legal destacou que as conclusões definitivas, sobretudo as análises toxicológicas, só serão conhecidas dentro de "quatro a seis semanas".
A ex-babá dos filhos de Michael Jackson, Grace Rwaramba, afirmou à imprensa britânica ter feito diversas vezes uma lavagem estomacal ao cantor, para livrar seu organismo dos coquetéis de analgésicos que tomava.
Neste domingo, David Axelroad, principal conselheiro de Barack Obama, declarou à rede NBC que o presidente americano preferiu escrever diretamente à família de Michael Jackson para expressar suas condolências do que fazer uma declaração pública.
"O presidente escreveu e compartilhou seus sentimentos com a família, por considerar que era a melhor maneira de agir", explicou Axelroad, respondendo aos questionamentos sobre a ausência de declarações públicas de Obama sobre o falecimento do artista.
Moonwalk
As homenagens continuaram neste domingo em todo o mundo. Em Paris, cerca de 2 mil pessoas se reuniram debaixo da Torre Eiffel para dançar o "moonwalk", e em Hollywood, na Calçada da Fama, muitos fãs desfilaram novamente diante da estrela de Jackson para prestar uma última homenagem a seu ídolo.
Segundo o Los Angeles Times, Michael Jackson tinha feito na noite de quarta-feira em Los Angeles um ensaio geral dos shows em Londres que deviam marcar sua grande volta aos palcos, em julho. De acordo com testemunhas, ele estava bem, apesar de um problema passageiro de laringite.
Relembre as fases da carreira de Michael Jackson; veja o vídeo:
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