Moratinos: Chegou a hora da cidadania europeia "tomar o bastão"

Málaga (Espanha), 7 mai (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, pediu hoje à cidadania europeia que "tome o bastão" dos políticos e que se envolva nas decisões que possam afetar o futuro da União Europeia.

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Málaga (Espanha), 7 mai (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, pediu hoje à cidadania europeia que "tome o bastão" dos políticos e que se envolva nas decisões que possam afetar o futuro da União Europeia. O titular de Exteriores da Espanha - país que preside a UE neste semestre - anunciou que o Conselho Europeu poderá aprovar "na próxima semana" o primeiro regulamento apresentado pela Comissão para a iniciativa cidadã europeia, graças à qual os europeus poderão influenciar na direção das políticas da UE. A iniciativa europeia, prevista no Tratado de Lisboa, permitirá que os próprios cidadãos, a partir de propostas avalizadas por um milhão de assinaturas, impulsionem leis dentro do âmbito de competência do Executivo comunitário. Moratinos fez este anúncio durante um discurso com o qual inaugurou as Jornadas Europeias 2010 "Por uma cidadania social europeia", que terminam no domingo. Representantes de perto de mil ONGs europeias debaterão sobre a participação social no maior encontro da sociedade civil do continente organizado por ocasião da Presidência Espanhola da UE. Moratinos defendeu a necessidade de fomentar um Governo econômico europeu que inclua medidas de supervisão financeira para fazer frente à mudança do modelo econômico e que ajude a fomentar o crescimento após o colapso dos setores financeiros internacionais. Ele também se referiu às recentes manifestações em Atenas, onde três pessoas morreram, para assegurar que estiveram motivadas porque "o Governo se viu agradável pelos mercados e os especuladores a ter de mudar uma série de políticas econômicas e fiscais". Segundo Moratinos, os europeus devem defender seu modelo social frente a este e outro "de austeridade", já que o primeiro lhes "deu muitos lucros e satisfações". Também disse que o crescimento sustentável, o 'verde', a investigação, a inovação e a criatividade serão elementos chave na concorrência com países como a China, "que - disse - já não são emergentes". EFE amn/pb

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