Ministros do Mercosul aprovam declaração contra tráfico de pessoas

Buenos Aires, 7 mai (EFE).- Os ministros de Justiça do Mercosul assinaram hoje, em Buenos Aires, uma declaração contra o tráfico de pessoas, com o objetivo de punir a prática e a exploração sexual no bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

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Buenos Aires, 7 mai (EFE).- Os ministros de Justiça do Mercosul assinaram hoje, em Buenos Aires, uma declaração contra o tráfico de pessoas, com o objetivo de punir a prática e a exploração sexual no bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A declaração tem o objetivo de "diminuir" a exploração sexual de meninas, adolescentes e mulheres adultas e pede que os membros do Mercosul "considerem a punição do chamado 'cliente'". Além disso, o texto pede a conscientização das pessoas sobre a "ação negativa do 'cliente', 'consumidor' ou 'usuário'" da exploração sexual, um fenômeno que castiga a América do Sul. República Dominicana, Paraguai, Bolívia, Brasil e Argentina lideram na América Latina os índices de tráfico de pessoas, mas também Chile e Uruguai começaram a enfrentar graves inconvenientes no tema, segundo dados da Organização Internacional de Migrações (OIM) divulgados no ano passado. "Os novos instrumentos aprovados pelos ministros fortalecerão as políticas de segurança, justiça e direitos humanos. Não é casual nem um fato isolado que tantos ministros tenham aderidos a estes acordos", disse o ministro de Justiça argentino, Julio Alak. Durante dois dias, os altos funcionários analisaram em Buenos Aires estratégias comuns na luta contra o crime organizado transnacional. No encontro regional, que terminou hoje, os ministros aprovaram um acordo de princípios básicos em matéria de segurança, justiça e direitos humanos e a criação de um equipamento de investigação do Mercosul para punir crimes. EFE ms/pd

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