Último mineiro a ser resgatado não vai querer festa, diz irmã

Irmã de Luis Urzúa, Gladys prepara livro de recados para contar ao irmão 'a história' do acampamento Esperança

Luísa Pécora, enviada a Copiapó, Chile |

Nos dois meses em que viveram no acampamento Esperança à espera do resgate de seus familiares presos na mina San José, no Chile, os parentes dos mineiros se acostumaram a ser diariamente abordados por uma multidão de jornalistas. Por isso, Gladys Urzúa chamou a atenção ao promover uma inversão de papéis: foi ela quem procurou os repórteres e cinegrafista para que lhe ajudassem a “contar a história do acampamento”.

Irmã de Luis Alberto Urzúa, 54 anos, ela prepara um álbum com mensagens escritas para ele por parentes, amigos, voluntários, policiais e jornalistas – todas as pessoas que dividiram com ela a espera pelo resgate. O pequeno objeto serviria para substituir a festa pós-resgate que, segundo Gladys, Luis não vai querer.

“Ele não se sente um herói, mas, sim, responsável pelo o que aconteceu”, conta. “Ele se culpa porque era topógrafo e estava sem instrumentos no momento do acidente”.

Último

Urzúa será o último mineiro a ser resgatado porque, como chefe de turno, precisava exercer a liderança até o final e ajudar na operação. Ansiosa para ver o irmão, Gladys não vê a hora de lhe mostrar o álbum de recados.

“Essa é a nossa história”, explicou. “Ele tem a história dele lá embaixo, mas a nossa está aqui em cima. Foram dias de esperança, mas também de dor, raiva e vontade de tirá-lo da mina com as próprias mãos".

    Leia tudo sobre: chilemineirosresgateminacopiapómineiros do chile

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG