Operação de resgate teve custo de US$ 22 milhões, diz jornal

Levantamento do chileno La Tercera considera recursos para veículos e equipamentos, construção de obras civis e salários

EFE |

A operação de resgate dos mineiross chilenos que ficaram presos desde 5 de agosto na jazida de San José custou US$ 22 milhões, conforme levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo "La Tercera". Grande parte da operação afetou milionários contratos de serviços e abastecimento entre as empresas provedoras e as grandes companhias mineradoras, segundo o jornal chileno.

Esse número, no entanto, não inclui a manutenção do acampamento "Esperanza", que, nos últimos dias, reuniu cerca de 3 mil pessoas - incluindo jornalistas e familiares.

AP
Mario Sepúlveda, segundo mineiro a ser resgatado, é abraçado pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera
O resgate dos trabalhadores presos a quase 700 metros de profundidade avançava desde a madrugada sem contratempos, podendo terminar nesta quarta-feira , segundo o presidente chileno, Sebastián Piñera.

De acordo com o jornal, o nível de despesa no resgate dos 33 mineradores superaria as dívidas da empresa San Esteban, a companhia proprietária da jazida San José, que chegam a US$ 19 milhões.

A estatal Corporação do Cobre (Codelco), a maior produtora de cobre do mundo, desembolsou para essa operação US$ 15 milhões, o que representa 75% do montante total do resgate. Esses recursos foram usados para financiar os veículos e equipamentos, a construção de obras civis e a implementação das equipes tecnológicas e de comunicações, assim como para pagar aos operários que intervieram no processo de resgate.

Segundo o "La Tercera", as mineradoras privadas Collahuasi, Escondida e Anglo American, entre outras, também financiaram equipes e ofereceram analistas para resgate, com uma contribuição total de US$ 5 milhões.

Um dos maiores custos assumidos pelas empresas privadas foi o uso da perfuradora SchraamT-130, a máquina que conseguiu chegar até 630 metros de profundidade e cuja operação diária custava cerca de US$ 18 mil.

O ministro chileno do Interior, Rodrigo Hinzpeter, anunciou nesta quarta-feira que o governo fará todo o possível para recuperar os recursos investidos no resgate dos 33 mineiros presos na mina San José.

Após a confirmação de que todos os estavam vivos, Alejandro Bohn e Marcelo Kemeny, proprietários da companhia San Esteban, dona da jazida San José, não retornaram ao "acampamento Esperanza".

Na semana passada, voltaram a Copiapó para tramitar um empréstimo de 180 milhões de pesos (US$ 371 mil), que a Empresa Nacional de Mineração efetuou à empresa San Esteban para que pagasse os salários de setembro de 300 trabalhadores que ficaram sem trabalho após o desmoronamento na mina.

Por outro lado, os familiares de 26 dos 33 mineiros acidentados apresentaram à Justiça um pedido de indenização contra os donos da jazida por 4,9 bilhões de pesos e contra os funcionários estatais por prevaricação.

Em 26 de agosto, a Justiça chilena ordenou reter 900 milhões de pesos (US$ 1,7 milhão) da empresa mineira San Esteban.

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