Ministro diz que resgate de mineiros deve começar na quarta-feira

Engenheiros decidem revestir com proteção metálica apenas a primeira parte do túnel por onde passarão os trabalhadores

Luísa Pécora, enviada a Copiapó, Chile |


O ministro da Mineração do Chile, Laurence Golborne, afirmou neste sábado que o resgate dos 33 trabalhadores presos na mina de San José deverá começar na quarta-feira. Segundo Golborne, após encerrar o trabalho de perfuração, a equipe de engenheiros avaliou que será necessário revestir com uma proteção especial apenas a primeira parte do poço por onde os mineiros serão resgatados.

Luisa Pécora
Familiares preparam cartazem com declarações para receber mineiros resgatados
As paredes do túnel receberão uma proteção metálica que aumenta a segurança da operação de resgate.

O trabalho deve começar ainda na noite deste sábado e ser finalizado em menos de dois dias, segundo o ministro. Golborne também informou que uma explosão controlada foi realizada neste sábado para alargar o túnel.

O ministro da Saúde, Jaime Mañalich, afirmou que os mineiros estão mais ansiosos agora que o trabalho de perfuração chegou ao fim. "Temos que reconhecer que a ansiedade está aumentando, mas estamos contentes por vê-los em bom estado de saúde", disse.

Ordem do resgate

A equipe que trabalha no resgate só deve definir a ordem em que os trabalhadores deixarão a mina momentos antes do início da operação. Uma lista prévia e ainda não divulgada dividiu os 33 homens em três grupos, mas ela poderá ser alterada pelos paramédicos que descerem ao local onde estão os mineiros.

Segundo Cristian Tapia, vice-presidente da Associação Brasileira dos Mineiros do Chile, o primeiro grupo a ser resgatado será formado pelos homens em melhores condições psicológicas. Na avaliação dos médicos, eles terão mais facilidade para lidar com eventuais problemas durante a operação. Em seguida serão resgatados os mineiros com problemas de saúde e, por fim, os mais fortes fisicamente, que deverão auxiliar os trabalhos a 700 metros de profundidade.

Assim que saírem da jazida, os mineiros serão examinados rapidamente no próprio local e farão um primeiro contato com seus familiares. Depois, serão levados de helicóptero a um hospital em Copiapó, a cerca de 40 km, onde ficarão em observação por no mínimo 48 horas.

Por cerca de seis meses, eles continuarão recebendo acompanhamento psicológico.

“Os médicos precisam estar atentos, porque sair da mina provocará um impacto muito grande. Os mineiros vão voltar a ver o mundo”, disse Tapia, “porque não há mundo lá embaixo”.

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