Minerador resgatado pede que imprensa pare com "assédio"

Juan Illanes classificou de "lamentável" a pressão dos órgãos jornalísticos e revelou pacto de não contar a vida na mina

EFE |

Juan Illanes, um dos 33 mineradores resgatados esta semana da mina San José, no norte do Chile, a 622 metros de profundidade, pediu que a imprensa ponha fim ao "assédio jornalístico".

"Peço respeito e que nos deixem o espaço suficiente para aprender como enfrentar vocês", disse Illanes, na primeira entrevista coletiva de um dos 33 trabalhadores.

O porta-voz do grupo, que atendeu os jornalistas na Associação Chilena de Segurança (ACHS), acompanhado de três médicos e outros seis companheiros, classificou de "lamentável" a pressão exercida pela imprensa no momento.

Sobre a falta de segurança do setor de mineração, Illanes afirmou que é obrigação do Governo e dos dirigentes sindicais gerar condições para a melhora.

llanes reconheceu que os mineradores aceitaram trabalhar na jazida San José por razões econômicas, apesar de saberem dos riscos causados pela falta de segurança no lugar.

O porta-voz do grupo, que revelou um pacto entre os 33 para não contar a aventura vivida desde o dia 5 de agosto para no futuro lançar um livro a respeito, se queixou de uma notícia publicada por um diário local que qualificou o caso como uma mentira.

Neste sábado, o minerador Mario Sepúlveda recebeu alta médica, restando internado apenas Victor Zamora, que apresenta uma lesão traumática em seus dentes.

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